634 doentes confirmados no distrito de Setúbal

A pandemia não permite a quebra de regras. As pessoas estão a sair mais de casa e os médicos lembram que cada doente contagia mais um outro indivíduo.

São a 634 o número de pessoas que têm Covid-19 no distrito de Setúbal, menos dois que os registados ontem. Os números são das autarquias e da Direção Geral de Saúde (DGS) e apontam para a tendência verificada nos últimos quatro dias, em que se verificam ligeiras oscilações. As regras de confinamento e isolamento, assim como as normas de higiene, repetem-se, na certeza de que a pandemia está longe de estar controlada e de que as transmissões do vírus continuam a ser uma ameaça.

Tal como tem noticiado o Semmais Digital, continua a ser Almada o concelho do distrito mais afetado, com 166 doentes e dois mortos já confirmados. Há operações nos lares de terceira idade, e os testes de despistagem da doença abrangem os idosos e todas as pessoas que ali trabalham.

No Seixal, onde há notícia de 148 infetados, as medidas de segurança mantêm-se ativas, assim como os aconselhamentos à população para que se mantenha nas residências e que só de lá saia em situações justificadas.

O Barreiro, com 86 casos, a Moita com 61, e Setúbal, com 59, são outros concelhos onde a doença ainda se faz sentir com alguma dimensão. No Montijo a DGS confirma 40 doentes, enquanto que em Sesimbra são 19, em Palmela 18 e em Alcochete 14.

Nos concelhos do Litoral Alentejano que integram o distrito há agora, de acordo com os dados fornecidos pelas câmaras municipais, 11 casos confirmados, sete casos ativos, quatro recuperados e 12 pessoas em vigilância em Grândola, sete casos confirmados em Santiago do Cacém, um confirmado e outro recuperado em Sines e ainda quatro casos ativos e um recuperado em Alcácer do Sal. Já a DGS fala em sete em Grândola, 13 de Santiago do Cacém, e cinco em Alcácer.

A nível nacional constata-se que o número de mortes está longe de estar estabilizado. São agora 854 (mais 34 que na véspera). Existem 22.797 pessoas com a doença confirmada (mais 444 que no dia anterior). Os recuperados ascendem a 1228, enquanto que os internados são 1068, estando 188 em unidades de cuidados intensivos.

Por regiões, as estatísticas mostram que o Norte tem 13.707 doentes e 491 mortos, o Centro conta com 3116 infetados e 183 falecimentos e Lisboa e Vale do Tejo chega aos 5277 pacientes e 160 vítimas mortais. No Alentejo os doentes são agora 183 e os falecimentos apenas um. Há 320 infetados e 11 mortos no Algarve. Nos Açores contam-se 109 pacientes e oito óbitos. Por fim, na Madeira, o número de casos positivos é de 85 e não há mortes a lamentar.

A cerca de uma semana do final de mais um período de emergência, a opinião de muitos médicos é de que a medida deve ser renovada, uma vez que ainda não existem indicadores seguros de que a pandemia está efetivamente controlada.

Há mesmo quem diga que o perigo de contágio se mantém extremamente elevado, com cada infetado a ser um potencial responsável pelo surgimento de mais um novo doente. Hoje o primeiro ministro, António Costa, reafirmou a necessidade de não se fazerem deslocações inter concelhias não justificadas. Adiantou que no fim-de-semana do feriado do 1º de maio os constrangimentos de circulação serão os mesmos que vigoraram durante a Páscoa.

Um estudo revelado também hoje pela SIC Notícias dá conta de que na última semana, baseado num levantamento efetuado através de um sistema GPS instalado em telemóveis, há mais de três por cento de pessoas a circular nas ruas.

O Ministério da Administração Interna (MAI) diz, por sua vez, que em apenas uma semana foram detidas no país 50 pessoas por infrações cometidas devido ao não acatamento das regras impostas por causa da pandemia. Destas pessoas, 20 terão mesmo desobedecido à obrigação de confinamento. No mesmo período foram encerrados 128 estabelecimentos comerciais que estavam a trabalhar sem autorização.