No fim-de-semana do 1º de Maio ninguém pode circular para fora do concelho de residência. Maior parte dos concelhos com doentes pertence ao distrito de Beja.
O número de pessoas infetadas com Covid-19 em todo o Alentejo é hoje, segundo a Direção geral de Saúde (DGS) de 183. Na região, onde se repetem os avisos de confinamento e de aplicação das regras de higiene pessoal, continua apenas a existir o registo de uma vítima mortal.
Uma análise detalhada do mapa de situação diária da DGS mostra que, dos 13 concelhos ali referidos com três ou mais doentes (sem contar com os que, sendo alentejanos, pertencem ao distrito de Setúbal) seis estão integrados no distrito de Beja. É num desses concelhos, Moura, que a pandemia parece estar a causar maiores preocupações, uma vez que estão confirmados, pela autarquia, 40 casos positivos (DGS refere 29). Nesta cidade, conforme têm referido as autoridades municipais, os principais focos surgiram em dois locais onde residem comunidades ciganas. Numa delas terão testado positivo cerca de metade dos 59 residentes.
O relatório da DGS de hoje diz que Évora, com 19 casos, é agora a segunda localidade alentejana com mais doentes confirmados. Seguem-se Serpa, com 18, Beja, com nove, Elvas com oito, e Vendas Novas, com sete. Em Portalegre e Reguengos de Monsaraz as autoridades de saúde registam, em cada, seis casos de pessoas doentes. Em Montemor-o-Novo há quatro pacientes, enquanto que em Almodôvar, Cuba e Portel serão três. A DGS diz ainda que há registo de três pessoas infetadas em Odemira, enquanto que a câmara local diz ter um doente ativo e dois recuperados.
Nos concelhos do Litoral Alentejano que integram o distrito de Setúbal há agora, de acordo com os dados fornecidos pelas câmaras municipais, 11 casos confirmados, sete casos ativos, quatro recuperados e 12 pessoas em vigilância em Grândola, sete casos confirmados em Santiago do Cacém, um confirmado e outro recuperado em Sines e ainda quatro casos ativos e um recuperado em Alcácer do Sal. Já a DGS fala em sete em Grândola, 13 de Santiago do Cacém, e cinco em Alcácer.
A nível nacional constata-se que o número de mortes está longe de estar estabilizado. São agora 854 (mais 34 que na véspera). Existem 22.797 pessoas com a doença confirmada (mais 444 que no dia anterior). Os recuperados ascendem a 1228, enquanto que os internados são 1068, estando 188 em unidades de cuidados intensivos.
Por regiões, as estatísticas mostram que o Norte tem 13.707 doentes e 491 mortos, o Centro conta com 3116 infetados e 183 falecimentos e Lisboa e Vale do Tejo chega aos 5277 pacientes e 160 vítimas mortais. Há 320 infetados e 11 mortos no Algarve. Nos Açores contam-se 109 pacientes e oito óbitos. Por fim, na Madeira, o número de casos positivos é de 85 e não há mortes a lamentar.
Hoje houve ainda oportunidade para escutar o primeiro ministro, António Costa, a dizer que no fim-de-semana do 1º de Maio serão proibidas em todo o país as deslocações para fora do concelho de residência, tal e qual como aconteceu durante a Páscoa.
Um estudo de uma consultora que entretanto foi divulgado nos canais televisivos, refere entretanto que os portugueses, ao fim do terceiro confinamento de emergência, estão cada vez mais a aventurarem-se para fora das suas residências, tendo-se verificado (através de uma aplicação usada em telemóveis) um aumento de mais de três por cento de pessoas em circulação.
Na última semana, de acordo com o Ministério da Administração Interna, foram encerrados 128 estabelecimentos comerciais por estarem ilegalmente a trabalhar. No mesmo período terão sido detidas 50 pessoas, 20 das quais estavam a desrespeitar a obrigação de confinamento domiciliário (pessoas que estando infetadas, encontravam-se nas ruas).
As estatísticas oficiais, no que se refere aos mortos, dizem também que 551 do total tinham mais de 80 anos de idade. Por outro lado, em cada dez vítimas, quatro estariam internadas em lares de terceira idade.




