Deram negativo os 25 testes realizados no Espadanal, em Moura. Ponte de Sor entrou para a lista de concelhos com três ou mais infetados. No total há hoje registo de 207 doentes.
Deram negativo os resultados dos testes de despistagem à Covid-19 efetuados a 25 residentes do sítio do Espadanal, em Moura. Assim, face a este novos resultados, o município anuncia agora que tem 40 doentes ativos no concelho (DGS refere 54). Continua, mesmo assim, a ser o município alentejano com mais casos confirmados.
Os residentes do Espadanal, assim como os do Vale do Touro, fazem parte de comunidades ciganas do concelho de Moura que, no início da pandemia, se terão recusado a acatar as recomendações do município e da Direção Geral de Saúde (DGS) para evitar a propagação da doença. Quando, por fim, se constatou que nessas duas comunidades residiam a maior parte dos infetados do concelho, foi finalmente possível confiná-las, ficando a distribuição de comida, água potável e medicamentos a cargo de funcionários municipais. Moura, antes de ter sido anunciada a recuperação destas 25 pessoas, chegou a ter um quarto do total de infetados de todo o Alentejo.
Hoje, segundo revela a DGS no seu relatório de situação, a região tem 207 casos de doentes ativos e ainda um só morto (um idoso que se encontrava hospitalizado em Beja). No mapa disponibilizado, e referente aos distritos de Portalegre, Évora e Beja, constata-se a entrada de Ponte de Sôr para a lista dos concelhos com três ou mais casos confirmados (esta cidade tem, precisamente, três doentes).
O relatório faz ainda referência a 19 doentes em Évora e 18 em Serpa. Beja tem agora dez infetados, Almodôvar oito e Montemor-o-Novo sete. Há ainda referência a seis pacientes em Portel e outros tantos em Vendas Novas. Portalegre, Elvas e Reguengos de Monsaraz têm, cada qual, cinco pacientes (a câmara de Reguengos diz que tem apenas um doente ativo e sete recuperados). Por fim, registam-se quatro casos em Odemira (município diz que são dois ativos e dois recuperados) e três em Cuba. Em Sines, de acordo com a autarquia, existem apenas dois casos de pessoas que já recuperaram.
Em relação aos restantes concelhos alentejanos integrados no distrito de Setúbal continuam a existir divergências entre os dados anunciados pela DGS e as autarquias. A primeira diz que são quatro os doentes em Alcácer do Sal, sete em Grândola e 14 em Santiago do Cacém. Já as contas das câmaras municipais apontam para valores diferentes: Alcácer do sal diz que tem apenas cinco pessoas recuperadas e nenhum caso ativo, Santiago do Cacém refere seis doentes ativos e oito recuperados e, por fim, Grândola, fala de quatro ativos, sete recuperados e 16 pessoas sob vigilância médica.
No país verificou-se hoje a ultrapassagem, em número de mortos, de Lisboa e Vale do Tejo ao Centro. A primeira região conta agora com 5815 doentes e 199 falecimentos, contra 3389 e 198 da segunda. O Norte é, contudo, o local mais problemático, contabilizando 15.090 doentes e 566 falecimentos. No Algarve existem 331 infetados e 13 óbitos, enquanto que nos Açores há 127 doentes e já morreram 12 pessoas. A Madeira tem 86 casos positivos e zero mortes.
O número total de vítimas no país subiu, face à véspera, em 16 casos, cifrando-se agora nos 989. O total de infetados também aumentou, atingindo agora 25.045 pessoas. Há 968 internados, dos quais 172 estão em unidades de cuidados intensivos. O número de recuperados é de 1519.
Hoje foi também dia de o Governo anunciar que a reabertura dos serviços e comércio do país se irá processar em três datas diferentes. Através do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, foi informado que a partir de 4 de maio prevê-se a reabertura do pequeno comércio (lojas até 200 metros quadrados) e serviços (nomeadamente repartições de finanças e conservatórias). Deverão ainda abrir livrarias, centros auto, campos de golfe e courts de ténis.
A partir de 18 de maio dar-se-á a reabertura das lojas até 400 metros quadrados, de restaurante e creches, museus, galerias de arte e espetáculos, igrejas e locais de culto (todos com regras muito rígidas). Os bares discotecas e ginásios manter-se-ão encerrados. Os alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade regressam às escolas.
Por fim, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que o Estado não terá capacidade de, pior si, assegurar o normal atendimento de todas as pessoas que se encontram em lista de espera para as diversas patologias, pelo que se admite o recurso ao setor privado.




