São mais 12 os casos de Covid-19 no distrito de Setúbal. O país já ultrapassou o milhar de mortos. Há apertadas regras de segurança durante todo o fim-de-semana.
Subiu para 733 o número total de pessoas infetadas com Covid-19, identificadas pela Direção Geral de Saúde (DGS) e pelas autarquias do distrito de Setúbal. É uma variação que, não sendo muito significativa, demonstra que a pandemia está longe de estar erradicada e que justifica as restrições que tem sido anunciadas pelas autoridades de saúde e segurança.
A dois dias de entrar em vigor o estado de calamidade, em substituição do atual de emergência, continuam a ser os concelhos de Almada e do Seixal os mais problemáticos, com, respetivamente, 239 e 165 infetados. No caso de Almada, onde já se verificaram três mortes, a câmara diz que os doentes são 229.
O Barreiro tem hoje 93 casos positivos, enquanto a Moita regista 69. Setúbal tem 60 doentes, o Montijo 47, Sesimbra 19, Palmela 18 e Alcochete 14.
Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito subsistem os números divergentes. Enquanto a DGS refere a existência de quatro doentes em Alcácer do Sal, oito em Grândola e 15 em Santiago do Cacém, as autarquias apresentam outros valores. Alcácer diz que não tem doentes ativos e que conta com cinco recuperados. Em Grândola os números da câmara municipal referem quatro doentes ativos, sete recuperados e 17 pessoas sob vigilância. Por fim, em Santiago do Cacém, os números da autarquia apontam para cinco doentes ativos e nove recuperados.
A nível nacional a situação também não sofreu grandes alterações. A região Norte conta com 15.231 doentes e 578 mortos. No Centro os infetados são 3419 e as vítimas mortais 201. Já em Lisboa e Vale do Tejo há a registar 5339 casos positivos e 202 falecimentos. No Alentejo continua estável a situação, com 218 pacientes e apenas uma morte. Já no Algarve foram contabilizados 331 pacientes e 13 óbitos. Nos Açores há 331 pessoas doentes e 13 falecimentos. Por fim, na Madeira, não há alterações em relação aos últimos dias, com 86 infetados e zero mortes.
No dia em que se assinalam os dois meses de pandemia de Covid-19, Portugal ultrapassou o milhar de mortes devido à doença. Até hoje, diz a DGS, já perderam a vida devido à doença, 1007 pessoas, havendo também 25.351 doentes confirmados. A média diária de mortes nos dois últimos meses é, portanto, de 16,7. Nos hospitais estão internadas 829 pessoas, das quais 154 nos cuidados intensivos. Há agora 1647 casos de recuperação.
Os levantamentos da DGS referem, por outro lado, que mais de 11 por cento dos infetados detetados no país são profissionais de saúde (médicos e enfermeiros). Sobre os doentes mias recuperados, constata-se que o mais idoso tem 100 anos e foi tratado no Hospital São João, no Porto. Entre os que ainda padecem da doença sabe-se que o mais novo tem dias e que o mais velho conta 111 anos.
A saída do concelho de residência é proibida para todos os que não possuam um motivo válido para o fazer (saúde ou trabalho), estando a PSP e a GNR a desenvolver ações de fiscalização em todo o país. As autoridades de segurança, assim como as de saúde, avisam ainda toda a população para evitar deslocações às praias ou participar em manifestações comemorativas do 1º de maio e noutras de cariz religioso, uma vez que é nesta data que se começam a formar os grupos de peregrinos que depois se põem a caminho do Santuário de Fátima. Este ano, repetem as autoridades, a tolerância para os infratores é zero.
A PSP e a GNR dizem ainda que vão ser dispensadas especiais atenções aos utilizadores dos transportes públicos e também aos que tentarem chegar às praias. A partir do dia 4, altura em que começa a vigorar o estado de calamidade, a utilização de máscara de proteção é obrigatória, seja nos transportes públicos nos estabelecimentos comerciais ou noutros locais fechados (escolas, por exemplo), pelo que quem não cumprir fica sujeito a multas.
O primeiro ministro, António Costa, garantiu que todos os supermercados terão à venda grandes quantidades de máscaras de proteção individual, deixando de ser esse um argumento para justificar a não utilização.




