Utentes lançam petição sobre saúde no Litoral Alentejano

A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano está a recolher assinaturas para uma petição que, a ser entregue na Assembleia da República, pretende a melhoria dos cuidados de saúde.

 

Nas palavras de Dinis Silva, porta-voz dos utentes, neste momento a população da região “está confrontada com graves dificuldades de acesso aos cuidados de saúde, com cerca de 11 mil utentes sem médicos de família e diversas extensões de Saúde muito degradadas”.

No Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, “os tempos máximos de resposta garantidos, nas consultas e também nas cirurgias, são ultrapassados, o Serviço de Urgência Pediátrica funciona sem médicos especialistas em Pediatria e a nova Urgência está há mais de um ano concluída e não abre por falta de profissionais suficientes”.

Estes motivos levam os utentes a exigir ao Ministério da Saúde, entre outras, “a contratação de médicos, enfermeiros, assistentes operacionais, assistentes técnicos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e a atribuição de médico de família a todos a todos os utentes”.

“A requalificação de centros e extensões de Saúde, a reabertura da Urgência do Centro de Saúde de Grândola durante 24 horas e a colocação de uma Ambulância Suporte Imediato de Vida no Serviço de Urgência Básico do Centro de Saúde de Alcácer do Sal”, são outras das reivindicações.

As comissões de utentes do litoral alentejano anunciaram que vão manifestar-se dia 28 de fevereiro, às 10h30, em frente ao Ministério, em Lisboa, para exigir “mais e melhores cuidados de saúde”.

O Hospital do Litoral Alentejano serve uma população de 100 mil habitantes, residente nos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira.