Setúbal cria subcomissão de monitorização e correio electrónico para receber alertas

O patrulhamento das ruas passa, desta forma, a ser um esforço conjunto que inclui os cidadãos. Já a monitorização diária da pandemia é a razão por detrás da criação da subcomissão.

Em tempos de guerra não se contam armas. Este parece ser o pensamento por detrás do sistema de alerta, criado pela Câmara Municipal de Setúbal, sob gestão de Proteção Civil e bombeiros locais, que encaminham a mensagem para as forças de autoridade do concelho. O intuito é “rentabilizar ao máximo o número de efetivos das forças de segurança que se encontram no terreno”, sublinha a autarquia.

Desta forma, o município poderá identificar, de forma mais célere, os “locais públicos que não estejam a cumprir as medidas impostas colocando em causa a saúde pública”, faz saber a mesma fonte. Segundo o Público, até à data de ontem, 23 de março, tinham sido registados 35 mensagens no alertasetubalcovid@mun-setubal.pt, que “permitiram às autoridades reagir de imediato, evitando-se aglomerados de pessoas em várias zonas do concelho”.

De acordo com informação da autarquia, não foi recebido nenhum email com acusações de “invasão de privacidade ou atentado à liberdade individual” e, mesmo que tivessem sido enviadas mensagens deste teor, “não teriam qualquer desenvolvimento por parte das autoridades”.

 

Todos os olhos postos na evolução diária da pandemia

 

Também no dia de ontem, a reunião da Comissão Distrital de Protecção Civil de Setúbal decidiu-se pela criação de uma subcomissão de monitorização que acompanhará a evolução diária do surto no distrito, fez saber hoje, em comunicado, a autarquia.

Esta decisão terá como resultado mais imediato a “alocação de pessoal para a manter em vigor”, explica José Luís Bucho, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, quanto à subcomissão. Caso o número de infetados aumente, o plano de emergência para o distrito será ativado em articulação com a Comissão Distrital de Proteção Civil de Setúbal (CDPCS), acrescenta a mesma fonte.

A CDPCS é composta pelos presidentes de Setúbal, Grândola e Montijo, o comandante operacional distrital da Proteção Civil, um representante de cada ministério (designado pelo respetivo ministro), capitães dos portos do distrito, e representantes de várias entidades das forças de segurança e emergência, bem como do setor da saúde.

Já hoje, arrancou uma mega operação de limpeza na cidade, onde tratores utilizados no tratamento das vinhas participam agora na campanha de higienização das ruas, numa frequência diária. Estiveram na União de Freguesias de Setúbal e nas freguesias a de Azeitão, S. Sebastião e Sado, amanhã é a vez dos arruamentos de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra.