“Lei da rolha”, acusa o presidente da Câmara de Santiago do Cacém

O autarca diz que a decisão de proibir o acesso dos autarcas aos dados diários sobre o Covid-19 é prejudicial para as populações.

O presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém manifestou este sábado a sua indignação contra a decisão do Ministério da Saúde, que proibiu os municípios de divulgarem dados relativos à pandemia de Covid-19.

Álvaro Beijinha, à semelhança de muitos outros autarcas de todo o país, considera que a decisão ministerial de impedir os delegados de saúde de fornecerem os dados de cada concelho aos autarcas é a “imposição da lei da rolha”.

O autarca considera que a lei emanada pelo ministério chefiado por Marta Temido “é lamentável e põe em causa as medidas de apoio a casos que estejam confinados e que possam precisar de auxílio.

A ministra havia dito, hora antes, para justificar a proibição, que estava a ocorrer uma violação do segredo estatístico. Essa explicação, de acordo com Álvaro Beijinha, é “pouco clara e consistente”. O autarca considera mesmo que a medida em nada contribui para o princípio de transparência e do direito de informar a população.

Recorde-se que desde há várias semanas que há dados da Direção Geral de Saúde, a nível nacional, que não coincidem com os valores apresentados por diversas câmaras municiais. Essas discrepâncias têm sido constantemente apresentadas às autoridades sanitárias, sendo que a justificação mais utilizada é a relativa ao tempo de distância a que cada uma das entidades faz as comunicações.