Nos sítios do Espadanal e da Avó do Lourenço já foram colocados depósitos de água potável. Os intermediários do grupo infetado com Covid-19 foram dispensados pelo município.
A Câmara Municipal de Moura emitiu um comunicado em que, devido ao recente aumento do número de infetados com Covid-19, refere que nunca deixou de auxiliar os doentes já declarados ou as suas famílias.
A nota do município liderado por Álvaro Azedo surge depois de o Governo, em notícia difundida pela Lusa, ter dito que o alastramento da pandemia em Moura estava a ser devidamente seguido e controlado pelas autoridades sanitárias nacionais e dando a entender que a intervenção da Câmara de Moura seria secundária no processo. Em declarações ao Semmais Digital, o autarca referiu que por parte da secretária de Estado para a Integração e as Migrações apenas recebeu “um telefonema”.
O alastramento da pandemia em Moura começou a verificar-se no final quinta-feira passada. Nessa ocasião acusaram positivo ao teste de despistagem da Covid-19 quase duas dezenas de moradores do Espadanal, um lugar onde existe uma comunidade cigana composta por 59 pessoas. No dia seguinte, depois de serem conhecidos mais resultados, o número de infetados na cidade subiu para 33, sendo 32 deles membros do referido grupo (a outra pessoa é, de resto, alguém que lidava de muito perto com a comunidade em causa).
À nossa redação, as entidades concelhias referiram que “desde a primeira hora, a câmara municipal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e de acordo com o Plano Municipal de Emergência, colocou no campo toda a estrutura necessária à prestação de apoio à comunidade”.
“Para que não existisse mobilidade das 16 famílias que vivem no sítio do Espadanal, foi colocado um depósito para reforço da água potável. Colocaram-se também contentores de lixo para melhoria da recolha de resíduos”, afirmaram.
A Câmara refere que foram igualmente identificados dois mediadores entre a comunidade afetada para que estes pudessem reportar ao executivo todos e quaisquer novos problemas. No entanto, conforme adiantou ao Semmais Digital o presidente, “os intermediários deixaram de atender os telefones”. Álvaro Azedo, disse mesmo que “no dia 9 de abril entendemos (a Câmara Municipal) que seria útil dispensar os mediadores”. “Talvez seja mais difícil para eles lidarem com as suas próprias dificuldades que para nós executivo”, escreveu mais tarde o autarca na sua rede social.
“Estamos de consciência tranquila, pois sabemos que todos os passos que demos têm sido articulados com as autoridades de saúde e policiais, para proteção da comunidade e de todo o concelho de Moura, e isso inclui os moradores do Espadanal. E isso inclui responsabilidade individual e coletiva”, adiantou ainda Álvaro Azedo.
“Os serviços sociais do município estão a garantir o apoio diário a estas famílias através da identificação e entrega de bens alimentares, de produtos de limpeza e higiene, medicação e outros bens essenciais, que as famílias necessitem, de acordo com o indicado pelos representantes da comunidade”, referiu.
Por fim os responsáveis autárquicos dizem que, como medida preventiva, também já foi identificado um representante da comunidade cigana que reside no “Sítio da Avó do Lourenço”. Para se evitar a deslocação das pessoas ali residentes, foi também colocado um depósito de água potável.




