616 doentes no distrito onde Almada e Seixal continuam a ser os concelhos mais afetados

Em Setúbal, nas últimas 24 horas registaram-se mais três altas médicas. Um estudo universitário diz que o número de vítimas no país pode ser mais elevado do que o que refere a DGS.

O distrito de Setúbal tinha, até ao início de quarta-feira, 616 pessoas infetadas com Covid-19. Verifica-se, portanto, que o número de casos sinalizados pela Direção Geral de Saúde (DGS), embora de modo muito lento, continua a diminuir.

Numa altura em que muitos comerciantes e empresas já contam os dias para poderem retomar as suas atividades, mesmo enfrentando condicionalismos, como é o caso da restauração, que podem levar à redução da capacidade em cerca de dois terços da lotação oficial, são ainda os municípios de Almada, com 160 doentes, e Seixal, com 137, os que maiores preocupações suscitam.

O Barreiro, de acordo com o último relatório, tem 84 infetados. A Moita, com 61 casos confirmados, ocupa o quarto lugar na lista. Isto porque Setúbal, mesmo tendo 62 doentes referenciados pela DGS, já deu alta a três pessoas que ainda constavam das listagens oficiais. Há ainda 39 casos no Montijo, 19 em Palmela e outros tantos em Sesimbra e, por fim 13 em Alcochete.

Nos concelhos do Litoral Alentejo integrados no distrito de Setúbal registam-se, segundo a DGS, cinco casos em Alcácer do sal, sete em Grândola e 13 em Santiago do Cacém. Estes valores não são coincidentes com os dos respetivos município. De acordo com a Câmara de Alcácer contam-se ali quatro doentes e um recuperado. Para o município de Santiago do Cacém os infetados são nove e os recuperados cinco e em Grândola serão 11 doentes, um recuperado e ainda 17 pessoas em vigilância ativa. Sines, que não aparece nos relatórios da DGS, conta com um infetado e um caso recuperado.

No país contam-se agora 785 mortos, mais 23 que na véspera. O número total de infetados cresceu 2,8 por cento, cifrando-se nos 21.982. Há 1146 pessoas internadas, sendo que 207 estão em unidades de cuidados intensivos. O número de recuperados é 1143 e, pelo segundo consecutivo é superior ao de vítimas mortais.

Por regiões, o Norte soma 13.150 doentes e 454 falecimentos, o Centro tem 3053 pacientes e 175 óbitos e Lisboa e Vale do Tejo conta já com 5093 doentes confirmados e 138 vítimas mortais. No Alentejo ocorreu ontem o primeiro falecimento. Trata-se de um homem de 87 anos que se encontrava internado no Hospital de Beja. A região conta ainda com 176 casos positivos. No Algarve há 316 pessoas contagiadas e 11 mortes, enquanto que no Açores os números são, respetivamente, de 109 e seis. Por fim, registe-se que a Madeira é agora a única região sem falecimentos devido ao Covid, contando com 85 doentes confirmados. Este acréscimo resulta do elevado número de casos recentemente detetado na freguesia de Câmara de Lobos.

Estes números surgem também no dia em que um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa, levanta dúvidas sobre a autenticidade do número de mortes que a doença tem causado.

De acordo com esse estudo, terão morrido em Portugal, entre 16 de março e 14 de abril deste ano, mais 1200 pessoas do que a média verificada, nessas mesmas datas, nos últimos dez anos. Os responsáveis dizem que no período em apreço a DGS havia contabilizado 599 mortes por Covid, restando, portanto, em relação aos óbitos a mais, 659 casos de falecimentos para os quais não terá sido avançada uma explicação.

O estudo da Universidade Nova refere, por outro lado, que desde que foram decretadas as medidas excecionais de circulação, houve menos 46 por cento de mortes devido a acidentes rodoviários no país. Do mesmo modo verificou-se uma diminuição de 48 por cento das deslocações às urgências dos hospitais.