A ideia surgiu em 2011 através dos CTT que criaram as “Embalagens Solidárias” com o objetivo de fazer chegar ajuda a instituições que trabalham no combate à pobreza e exclusão social. Agora chamam-se “Caixas Solidárias”.
Qualquer pessoa recolhia uma caixa nos correios, enchia-a com bens em falta em instituições, devolvia-a e os CTT faziam-na chegar gratuitamente ao seu destino. Em tempo de pandemia, as embalagens passaram a chamar-se “Caixas Solidárias” e estão espalhadas pelo país inteiro. Nuno Botelho lançou a primeira, a 4 de abril, num bairro de Sassoeiros, na zona da Parede. “Leve o que precisar, deixe o que quiser” foi a mensagem que deixou na sua caixa recheada com bens alimentares e produtos de higiene. O propósito era que quem precisasse recolhesse anonimamente os bens e quem pudesse que contribuisse para a rechear novamente.
Depois da primeira caixa lançou a segunda e, de repente, em menos de um mês a ideia replicou-se no país inteiro. No distrito de Setúbal são já dezenas as caixas espalhadas em ruas das cidades. Os locais escolhidos são as paragens de autocarro, junto a igrejas ou a instituições de comércio ou serviços. Quem quiser contribuir deixa aquilo que pode, quem precisar recolhe o que necessita.
A dimensão da ideia é de tal forma que a página do Facebook @caixa.solidaria tem perto de 70 mil seguidores. Cada nova caixa colocada é inserida num mapa e é possível saber a localização de cada uma delas, sem perguntas nem invasão de privacidade.
Em tempos em que o lay-off de muitas empresas e o desemprego chegou a várias famílias, estas caixas são uma ajuda importante no momento de colocar comida na mesa. São caixas simples, de cartão ou plástico, onde consta a frase lançada por Nuno Botelho.






