Mesmo com o fim do estado de emergência, ninguém garante que não surja uma segunda vaga da doença. As medidas preventivas são para manter.
O número de pessoas infetadas com Covid-19 no Alentejo é hoje de 201, conforme dizem as estatísticas da Direção Geral de Saúde (DGS). Trata-se de um aumento de 12 ocorrências, sendo que não há notícia do aumento de vítimas mortais (um óbito).
O destaque negativo entre os concelhos alentejanos afetados continua a pertencer a Moura onde, de acordo com a câmara municipal, existem 39 pessoas com a doença e uma recuperada. Este valor coincide finalmente com o da DGS. Nesta cidade do distrito de Beja os números da pandemia são explicados, em parte, pelas dificuldades iniciais em tomar medidas preventivas em duas comunidades ciganas, com os residentes, inicialmente, a não quererem acatar as medidas de confinamento e até a recusarem efetuar testes de despistagem. Nesses locais, conforme refere a câmara, são os funcionários da edilidade quem, diariamente, se encarregam de levar os alimentos e medicamentos necessários.
Em Évora mantém-se o registo de 19 doentes, mais um dos que são contabilizados em Serpa. A cidade de Beja continua a contar com nove doentes, enquanto em Elvas existem oito para a DGS, e sete para a autarquia. Portalegre tem seis doentes confirmados, Vendas Novas sete e Montemor-o-Novo e Reguengos de Monsaraz, cinco cada. Mas neste último concelho a autarquia diz ter apenas um caso ativo. Há ainda o registo de três casos em Almodôvar, outros três em Cuba e também três em Portel e igual número em Odemira.
Em relação aos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito, continuam a verificar-se algumas discrepâncias. Assim, enquanto a DGS refere quatro doentes em Alcácer do Sal, sete em Grândola e 14 em Santiago do Cacém, as respetivas câmaras municipais dizem que os valores registados são de dois doentes e três recuperados em Alcácer do Sal, seis ativos, cinco recuperados e 12 pessoas em vigilância em Grândola e, finalmente, cinco doentes ativos e oito recuperados em Santiago do Cacém. Em Sines, de acordo com a autarquia, não há registo de doentes ativos, contando-se apenas dois casos de pessoas já recuperadas.
Até hoje a pandemia já fez 948 mortos em Portugal. Há, diz a DGS, 24.322 pessoas infetadas. O número de internados é de 936, sendo que 172 estão em unidades de cuidados intensivos. Os recuperados são 1389.
É no Norte que se continuam a contar mais infeções (14.702) e mortes (546). No Centro há hoje 3289 doentes e 154 vítimas mortais. Em Lisboa e Vale do Tejo o número de pacientes cifra-se agora nos 5593 e o de mortos em 185. O Algarve conta com 330 doentes e 12 óbitos, enquanto que os Açores registam 121 casos positivos e dez óbitos. A Madeira tem 86 doentes e zero mortos.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou entretanto que não será renovado, a partir do início do próximo mês, o estado de emergência, sem que no entanto existam motivos para que não se tomem cuidados preventivos.
A mesma opinião acabou por ser partilhada pelo secretário de Estado da Saúde, António Sales Lacerda, que enalteceu todos os cuidados que têm sido tomados, mas deixou um aviso: “Não podemos descurar uma eventual segunda vaga”.
Sobre os testes de despistagem da doença, a diretora da DGS, Graça Freitas, anunciou que de momento se fazem no país cerca de 12.800 por dia. A mesma responsável salientou que atualmente, para que alguém seja declarado como livre da doença, basta que tenha acusado negativo num só teste.
Numa altura em que em todo o país mais de 95 mil empresas já solicitaram o lay off simplificado, crescem também alguns índices de criminalidade. A PSP disse hoje que, por exemplo, os assaltos registados na região de Lisboa a cafés, lojas e fábricas, quase todos cometidos por arrombamento, aumentaram, entre o meio de março e o início de abril, em cerca de 20 por cento, atingindo as 162 ocorrências.




