Alentejo sem alterações relativas ao número de infetados com o novo coronavírus

Continuam a registar-se 218 doentes ativos e apenas uma morte. O uso de máscaras é obrigatório no comércio e transportes públicos.

No Alentejo, nada de novo. Não há qualquer tipo de evolução, negativa ou positiva, nos números diários apresentados pela Direção Geral de Saúde (DGS) relativamente à região, onde se mantêm os 218 doentes e apenas uma morte.

O relatório de situação diária diz que Moura continua a ser o concelho mais atingido (54 casos diz a DGS, enquanto que a câmara refere 40). Nesta cidade do distrito de Beja continuam ativas as equipas sanitárias que fazem a recolha de amostras para despistagem da doença em lares de terceira idade.

Como vem sendo habitual, Évora apresenta 19 pessoas infetadas. Serpa, por sua vez, só regista agora 15. Beja é a quarta localidade, com dez casos positivos.

Na listagem oficial contam-se ainda os concelhos de Almodôvar e Montemor-o-Novo, com sete doentes cada, Vendas Novas e Portel, com seis cada, Reguengos de Monsaraz e Elvas, com cinco (a câmara de Reguengos diz que não possui nenhum caso ativo e contabiliza oito recuperações), Portalegre e Odemira, com quatro (a autarquia de Odemira diz que tem dois doentes ativos e outros tantos recuperados), Cuba e Ponte de Sor, com três infeções cada.

Nos concelhos alentejanos pertencentes ao distrito de Setúbal, a DGS refere a existência de quatro infetados em Alcácer do Sal (a câmara municipal diz que não existe nenhum doente ativo e que há cinco recuperados), nove em Grândola (a autarquia fala de três ativos, nove recuperados e mais 18 pessoas sob vigilância médica) e 15 em Santiago do Cacém (o município diz que são dois ativos e 12 recuperados). Em Sines, segundo informação municipal, não há doentes ativos, contando-se apenas dois recuperados.

O número de pessoas recuperadas no país é agora bem superior ao de vítimas (1712 para 1063), o que pode significar que a pandemia, mesmo que ainda com grande risco de contágio, pode estar minimamente controlada.

Por regiões o Norte conta hoje com 15.141 doentes e 609 mortos, o Centro tem 3478 pacientes e 209 vítimas mortais, e Lisboa e Vale do Tejo apresenta 6136 infetados e 218 óbitos. No Algarve as cifras são de 333 infetados e 13 falecimentos. O mesmo número de mortes tem os Açores, que apresentam também 132 doentes. Já a Madeira mantém o registo de há vários dias: 86 pacientes e nenhuma vítima mortal.

O número de pessoas infetadas subiu cerca de um por cento, atingindo agora as 25.524. Há agora 813 internadas em todo o país (a capacidade de camas para o Covid-19 é de 4.000), sendo que 143 estão nas unidades de cuidados intensivos.

O primeiro dia útil do novo estado de calamidade trouxe até às ruas, entre outros milhares de pessoas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que aproveitou as câmaras de televisão para dizer a todos os portugueses que as regras continuam a existir e que são para cumprir. Resultados desta abertura? “Os efeitos só serão conhecidos lá para junho”, disse.

No dia em que muita gente regressou aos seus postos de trabalho, foi notória a presença policial nos principais terminais de transportes públicos. A partir de hoje e até data a determinar, ninguém pode viajar sem máscara de proteção. O não acatamento desta ordem dá direito a aplicação de uma coima que vai dos 120 aos 350 euros.

Para assegurar que todos os passageiros possam viajar protegidos foram, entretanto, instaladas máquinas de fornecimento destes equipamentos (máscaras, luvas, gel) nos principais terminais de transportes.

Autocarros, barcos, metropolitano e comboios só podem circular, a partir deste momento e, pelo menos, enquanto permanecer o estado de calamidade, com um máximo de dois terços da sua capacidade preenchida.