Distrito de Setúbal regista hoje mais 12 infetados

O uso de máscaras é obrigatório em espaços públicos fechados e nos transportes. Não cumprir as regras pode dar coimas de 120 a 350 euros.

O distrito de Setúbal contabilizou ao início do dia de hoje, de acordo com os dados da Direção Geral de Saúde (DGS) e das autarquias 757 pessoas infetadas com a Covid-19. Um aumento de 12 casos em relação à véspera, mas que dá conta de que as infeções podem estar estabilizadas.

Analisando o mapa de situação diária da DGS, constata-se que o concelho do Barreiro ultrapassou, pela primeira vez, os três dígitos, somando agora 102 infetados. Este é o terceiro concelho do distrito mais fustigado pela doença, sendo Almada o primeiro, com 245 (e oito mortos reconhecidos pela câmara municipal), e o Seixal com 165.

A Moita, com 68 casos, e Setúbal, com 61, são os concelhos que se seguem numa lista que ainda inclui 57 infeções confirmadas no Montijo, 20 em Sesimbra, 18 em Palmela e 16 em Alcochete.

Nos concelhos do Litoral Alentejano do distrito de Setúbal, a DGS refere a existência de quatro infetados em Alcácer do Sal (a câmara diz que não existe nenhum doente ativo e que há cinco recuperados), nove em Grândola (a autarquia fala de três ativos, nove recuperados e mais 18 pessoas sob vigilância médica) e 15 em Santiago do Cacém (o município diz que são dois ativos e 12 recuperados).

O número de pessoas recuperadas no país é agora bem superior ao de vítimas (1712 para 1063), o que pode significar que a pandemia, mesmo que ainda com grande risco de contágio, pode estar minimamente controlada.

Por regiões o Norte conta hoje com 15.141 doentes e 609 mortos, o Centro tem 3478 pacientes e 209 vítimas mortais, e Lisboa e Vale do Tejo apresenta 6136 infetados e 218 óbitos. No Alentejo mantém-se os 218 doentes e um morto, enquanto que no Algarve as cifras são de 333 infetados e 13 falecimentos. O mesmo número de mortes tem os Açores, que apresentam também 132 doentes. Já a Madeira mantém o registo de há vários dias: 86 pacientes e nenhuma vítima mortal.

O número de pessoas infetadas subiu cerca de um por cento, atingindo agora as 25.524. Há agora 813 internadas em todo o país (a capacidade de camas para o Covid-19 é de 4.000), sendo que 143 estão nas unidades de cuidados intensivos.

O primeiro dia útil do novo estado de calamidade trouxe até às ruas, entre outros milhares de pessoas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que aproveitou as câmaras de televisão para dizer a todos os portugueses que as regras continuam a existir e que são para cumprir. Resultados desta abertura? “Os efeitos só serão conhecidos lá para junho”, disse.

No dia em que muita gente regressou aos seus postos de trabalho, foi notória a presença policial nos principais terminais de transportes públicos. A partir de hoje e até data a determinar, ninguém pode viajar sem máscara de proteção. O não acatamento desta ordem dá direito a aplicação de uma coima que vai dos 120 aos 350 euros.

Para assegurar que todos os passageiros possam viajar protegidos foram, entretanto, instaladas máquinas de fornecimento destes equipamentos (máscaras, luvas, gel) nos principais terminais de transportes.

Autocarros, barcos, metropolitano e comboios só podem circular, a partir deste momento e, pelo menos, enquanto permanecer o estado de calamidade, com um máximo de dois terços da sua capacidade preenchida.