Cova da Piedade reage contenciosamente à descida de divisão

O clube vai reagir contenciosamente contra a “ilegalidade” que considera ser a despromoção ao Campeonato de Portugal, decidida pela direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

A direção da LPFP determinou ontem a despromoção dos dois últimos classificados da II Liga, no momento da suspensão do campeonato por tempo indeterminado, decisão que afeta diretamente o Casa Pia e o Cova da Piedade, clube que acusa a mesma de “violar o mérito desportivo” e ainda “causar graves e irreparáveis danos” àquela SAD.

Em comunicado, a SAD piedense, que integra também o painel diretivo da LPFP, esclareceu ainda que foi impedida de exercer o seu direito de voto por “razões legais e regulamentares”.

O clube acusou também a Liga de introduzir no regulamento de acesso à ajuda financeira, devido à pandemia de Covid-19, uma norma pela qual só terão direito ao apoio aqueles que “abdiquem de impugnar o teor do regime aprovado para as subidas e descidas” e considerou que esta alínea se reveste de “gravidade acrescida”, uma vez que essa ajuda será feita com “dinheiro que legitimamente pertence a tais clubes e sociedades desportivas”.

A direção da LPFP anunciou ontem ter “fixado” a despromoção de Casa Pia e Cova da Piedade ao Campeonato de Portugal, devido à impossibilidade de concluir o campeonato, suspenso por tempo indeterminado em 12 de março.

Nessa altura, após 24 jornadas, o Casa Pia ocupava o 18.º e último lugar, com 11 pontos, e o Cova da Piedade o 17.º e penúltimo, com 17. O Vilafranquense é a primeira equipa a salvo da despromoção, com 24.

No plano de desconfinamento, devido à pandemia, o Governo definiu que a I Liga de futebol e a final da Taça de Portugal vão poder ser disputados, permitindo também desportos individuais ao ar livre, excluindo a continuidade da II Liga.