Mantêm-se os 235 infetados com o novo coronavírus no Alentejo

Os concelhos do Baixo Alentejo são os mais atingidos pela Covid-19, sendo o município de Moura o mais afetado.

Não há novidade na evolução da pandemia de Covid-19 no Alentejo. Os dados da Direção Geral de Saúde (DGS), mostram que hoje foram contabilizados os mesmos 235 doentes da véspera. Também não ocorreu mais nenhum óbito na região, mantendo-se apenas um a registar, em Beja.

A situação mais complicada continua a verificar-se em Moura, onde a DGS refere a existência de 57 doentes. A câmara municipal, por sua vez, refere que há 41 pacientes ativos, 26 recuperados e mais 93 pessoas sob vigilância ativa.

Évora tem 22 doentes, Serpa 15 e Beja 11. Depois, seguem-se os concelhos de Almodôvar, com nove casos, Elvas, com oito, Montemor-o-Novo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Odemira, todos com sete doentes. No respeita ao município de Reguengos de Monsaraz, a autarquia declina há vários dias a existência de casos ativos, avançando apenas com a informação de oito recuperados. No caso de Odemira, de acordo com a câmara municipal, existem cinco doentes ativos, dois recuperados e 36 pessoas sob vigilância. Estes são trabalhadores extracomunitários, sendo que 24 estão confinados no pavilhão desportivo da escola de São Teotónio, enquanto os restantes estão nas residências.

A DGS conta ainda com seis doentes em Portel, cinco em Portalegre e quatro em Cuba.

Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal, a DGS refere que existem cinco casos em Alcácer do Sal, dez em Grândola e 15 em Santiago do Cacém. As câmaras municipais dizem, por sua vez, que não existem doentes, mas apenas cinco recuperados em Alcácer do Sal, quatro doentes ativos, nove recuperados e 11 pessoas sob vigilância em Grândola e, por fim, dois doentes efetivos e 12 recuperados em Santiago do Cacém.

Os números relativos ao país dizem, entretanto, que já há 1135 mortes (mais nove do que ontem) e que o número de infetados é de 27.581. Existem 2549 pessoas recuperadas e 797 internadas, sendo que 112 estão em unidades de cuidados intensivos.

Por regiões, contam-se 15.952 doentes e 648 mortes no Norte. No Centro há 3581 casos positivos e 216 falecimentos. Em Lisboa e Vale do Tejo o número de doentes é 7242 e os falecimentos são 243. No Algarve as estatísticas referem 346 doentes e 13 vítimas mortais. Já nos Açores os óbitos são 14 e os pacientes 135. Por fim, na Madeira, não há mortes a lamentar e apenas 90 casos positivos.

Dentro de uma semana devem reabrir creches e restaurantes. No primeiro caso subsistem imensas dúvidas acerca da viabilidade de algumas determinações legais. Educadores de infância e pessoal auxiliar dizem que não será possível aplicar a crianças de dois e três anos de idade regras como o distanciamento social ou, até, a partilha de brinquedos.

A DGS diz ainda que as refeições nas creches devem ser efetuadas por turnos. Outras medidas já anunciadas dizem que os pais, quando vão entregar ou buscar as crianças, devem ficar à porta. A porta é também o local onde os alunos devem trocar de calçado e vestuário. A partir do momento em que entram na creche, deve-lhes ser feita a medição da temperatura.

O Estado espera que, para a semana, apenas um quarto das crianças inscritas nas mais de 2000 creches do país compareçam nas mesmas. Até lá, devem realizar-se os testes de despistagem do vírus aos 29 mil educadores e auxiliares.