Há mais três infetados no Alentejo, a região tem hoje 248 doentes

A região é a menos afetada em todo o território do continente. A pandemia fez aumentar o desemprego no país, em abril, em 22 por cento.

Há mais três pessoas infetadas com Covid-19 no Alentejo. O total de infetados, de acordo com o relatório de situação diária da Direção Geral de Saúde (DGS) é agora de 248, mantendo-se apenas uma morte, o mais diminuto de entre as cinco regiões continentais contabilizadas.

Por concelhos, a DGS conta hoje 71 casos em Moura (a autarquia diz que tem 30 doentes ativos, 50 recuperados e 57 pessoas sob vigilância). Évora mantém os mesmos 23 doentes dos dias anteriores, assim como Beja e Serpa mantém, também, os mesmos 14 casos cada que já haviam sido registados anteriormente.

Almodôvar tem nove casos ativos, tantos como Elvas, e Vendas Novas e Odemira oito cada. Neste último concelho a câmara municipal refere ter cinco casos reais, três recuperados e cinco pessoas em vigilância. Montemor-o-Novo e Reguengos de Monsaraz têm, segundo a DGS, sete doentes cada. A edilidade deste último concelho afirma que apenas tem registo de oito pacientes já recuperados. Em Portalegre e Portel contam-se seis infetados em cada concelho, enquanto que em Cuba existem quatro.

Nos concelhos alentejanos integrados no distrito de Setúbal, a DGS diz que existem sete casos em Alcácer do Sal (a câmara diz que há um doente ativo e cinco recuperados), em Grândola serão 11 (a autarquia diz que tem cinco casos ativos, nove recuperados e 11 pessoas em vigilância) e 17 em Santiago do Cacém (o município refere três ativos e 12 recuperados).

Por regiões contam-se hoje 16.488 doentes e 713 mortes no Norte. No Centro existem 3655 casos positivos e 230 falecimentos. Já em Lisboa e Vale do Tejo o número de pacientes é de 8688 e o de vítimas mortais ascende a 289. No Algarve contam-se 356 doentes e 15 óbitos, tantos quantos os verificados nos Açores, onde o número de doentes é 135. Por fim, na Madeira, há os mesmos 90 infetados e zero mortes que vêm sendo anunciados há várias semanas.

A DGS informa ainda que hoje estão confirmados no país 29.660 casos positivos. Há 6452 pessoas já recuperadas da doença, enquanto 609 estão internadas (93 nos cuidados intensivos). O número de mortos é agora 1263.

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou hoje que a pandemia está ainda longe de poder ser considerada extinta ou até controlada, admitindo mesmo um recrudescimento da doença. O regresso ao estado de emergência é, pois, uma hipótese que o Governo não descarta, até porque com a reabertura das praias, admite-se que existam maiores dificuldades para fazer respeitar todas as regras impostas.

A propósito do cumprimento das regras, o ministro da Administração Interna, Eduardo Pereira, adiantou também que até ao momento, desde que entrou em vigor a segunda fase do desconfinamento, as autoridades já detiveram 24 pessoas por crimes de desobediência. No mesmo período foram aplicadas 61 multas e interpeladas mais de 1800 pessoas que tentavam viajar nos transportes públicos ou entrar em estabelecimentos sem utilizarem a obrigatória máscara.

Mas, mesmo com os aumentos verificados nos últimos dias, persistem as reclamações de vários setores de atividade devido aos prejuízos causados pela pandemia. Na hotelaria e restauração os profissionais pedem agora ao Governo que baixe o IVA de 13 para seis por cento, medida que o primeiro ministro, António Costa, garante que irá ser apreciada.

A restauração é uma das áreas que mais tem sofrido com os encerramentos decretados, sendo também uma das que mais desempregados tem contabilizado. De acordo com os dados do Governo revelados hoje, o mês de abril trouxe cerca de novos 1600 desempregados diários (106.706 no total), fazendo aumentar a taxa de desemprego, face aos números do mês anterior, em 22 por cento.