Candidatura do IPS aprovada pela União Europeia

O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) faz parte do consórcio que viu aprovada uma candidatura no âmbito das Universidades Europeias, num montante global de 5 milhões de euros. Para Pedro Dominguinhos trata-se do “reconhecimento do patamar de excelência que o IPS alcançou”.

Na sua página de facebook, o presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Pedro Dominguinhos, considerou que a aprovação da candidatura no âmbito das Universidades Europeias marcava um dia “histórico para o Politécnico e para toda a região”.

O projeto de constituição de uma Universidade Europeia, aprovado pelo programa Erasmus+, da Comissão Europeia, representando um investimento global de cerca de cinco milhões de euros, a concretizar ao longo dos próximos três anos e com uma aposta muito clara no desenvolvimento das regiões de influência das instituições parceiras.

Em declarações ao Semmais Digital, Pedro Dominguinhos diz que, no fundo, esta candidatura vem reforçar aquilo que são “práticas que temos vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos. Numa visão focada na sociedade em que estamos integrados. Nós não trabalhamos para os rankings, trabalhamos em prol do território e isso só tem sido possível com projetos diferenciadores”.

O projeto, denominado E³UDRES², reúne seis instituições de ensino superior (IES) da Áustria, Bélgica, Hungria, Letónia e Roménia, além de Portugal, e baseia a sua proposta na constatação de que a maioria da população europeia se concentra em cidades de pequena e média dimensão e áreas rurais circundantes, cabendo às IES aí instaladas o papel de alavanca dos ecossistemas de inovação, algo que vem de encontro às palavras do diretor do estabelecimento que reforça a ideia de que “para desenvolver localmente temos de estar relacionados globalmente” e é isso que este projeto vai permitir.

Transformar as regiões em autênticos laboratórios vivos, onde se produzem soluções para problemas concretos e com verdadeiro impacto na sociedade é o grande objetivo deste projeto, que se propõe assim imprimir uma nova dinâmica no panorama do ensino superior europeu.

Esta aprovação é “o resultado da excelência do projeto apresentado, da aposta na internacionalização, na investigação, na inovação pedagógica e no relacionamento com a região”, considera Pedro Dominguinhos, reconhecendo a especial relevância que o E³UDRES² assume na estratégia de fortalecimento da interculturalidade da instituição.

O projeto que será aplicado nos próximos três anos implica “muito mais trabalho”, admite, mas ao mesmo tempo é um motivo de muito orgulho para a instituição porque coloca o IPS “num patamar de excelência a nível europeu. Apenas quatro institutos portugueses conseguiram integrar este grupo que a nível europeu só engloba dezoito universidades”.