Mostra Internacional de Artes abre em Almada com espetáculo de dança e circo

A 25.ª Edição do Sementes – Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público vai abrir em Almada, a 24 de julho, com “Ni Piez Ni Cabeza”, um espetáculo de dança e circo, da companhia niMú.

No ano em que celebra as bodas de prata, o evento terá uma programação dedicada ao público familiar que, devido à pandemia, será “mais reduzida em quantidade, mas não em qualidade”, anunciou o Teatro Extremo, na página da internet.

Para que fique garantida a segurança do público, artistas e técnicos, o organizador optou por realizar o Sementes ao ar livre, no Museu da Cidade, em Almada, e também em praças e espaços públicos da Moita, no distrito de Setúbal, e em Montemor-o-Novo, no distrito de Évora.

Ainda assim, a edição “manterá o caráter internacional”, trazendo duas companhias estrangeiras (de Espanha e Itália) e oito nacionais (Almada, Lisboa, Loulé, Sintra, Matosinhos e Leiria) com vários espetáculos de dança, circo, teatro, marionetas, música e palhaços.

O Sementes abre a 24 de julho com a equilibrista, ‘clown’ e bailarina Xandra Gutiérrez, que vem de Granada, em Espanha, para mostrar o seu projeto, a companhia niMú e o espetáculo “Ni Piez Ni Cabeza”.

Em “Ni Piez Ni Cabeza”, “entre o chão e a corda bamba, o novo circo conta uma história universal sobre a impossibilidade de existirmos sozinhos”, avançou o Teatro Extremo, na programação divulgada.

A 25 de julho, segue-se o “Mapa – Contos e Cantos para a Infância”, de Fernando Mota, de Loulé, que engloba duas versões do mesmo espetáculo: “Estórias de Mundos Distantes” (para adultos) e “Contos e Cantos” (para a infância).

“Na sua génese está a pesquisa de histórias de resistência e evasão em países e territórios em guerra, com especial foco nos universos feminino e infantil”, explicou.

De Sintra vem a Fio d’Azeite – Marionetas do Chão de Oliva, que vai mostrar a Almada a “Sopa da Pedra”, um espetáculo com animação “onde dois frades aproveitam para relatar passagens divertidas da vida do seu mentor, Fernando de Assis”.

No dia 31 de julho, em Almada, e no dia 2 de agosto, em Montemor-o-Novo, realiza-se o segundo espetáculo internacional, o “Troppe Arie” do Trio Troche, que foi criado em 2013 pela diretora Rita Pelusio e três músicos comediantes: a pianista Franca Pampaloni, o flautista Nicanor Cancellieri e a soprano Silvia Laniano, vindos de Itália e França.

“O espetáculo é uma brincadeira de palhaços, uma comédia cheia de divertimento e atuações virtuosas de música clássica e moderna, com piadas rápidas e efeitos rítmicos de arrepiar”, revelou o organizador.

Nos últimos dias do evento, a Companhia de Dança de Matosinhos vai até Almada e Moita com “Uma Bailarina Espe(ta)cular”, que aborda “o que se perde ou se alcança quando se realiza um sonho de dança”.

Já a 1 de agosto, O Nariz – Teatro de Grupo, de Leiria, apresenta em Almada o espetáculo de marionetas “O Principezinho”, enquanto Fernando Mota vai até à Moita com “Hárvore”, uma peça que “marca o início de uma pesquisa à volta de objetos sonoros e instrumentos musicais experimentais criados a partir de árvores e outros materiais”.

Para assinalar os 25 anos da iniciativa, o Sementes vai realizar um debate com António Ângelo Vasconcelos, licenciado em ciências musicais pelo conservatório de música Calouste Gulbenkian, onde serão abordadas “As Artes, As Crianças e a Democracia”.

O evento termina a 2 de agosto, em Almada, com a “Banda às Riscas”, um espetáculo de música e artes circenses que convida o público a “assistir e divertir-se com a música e as tropelias do palhaço/malabarista”.