Ação judicial tenta travar “agricultura de plástico” no Parque Natural do Sudoeste

O movimento Juntos pelo Sudoeste e a Associação Foz do Mira apresentaram participação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja.

O movimento de cidadãos Juntos pelo Sudoeste, em conjunto com a Associação Foz do Mira, apresentou uma ação judicial no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja para garantir a defesa dos valores do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV). A proliferação de estufas de plástico é a principal preocupação apresentada pelos queixosos.

Segundo diz o jornal Correio Alentejo, esta ação foi apresentada no dia em que se assinalaram os 25 anos da criação do Parque Natural e, segundo os seus promotores, deve-se ao facto de este nunca ter estado “tão ameaçado” pela produção agrícola, nomeadamente a que recorre a estufas de plástico.

O movimento Juntos pelo Sudoeste adianta que a ação judicial visa assegurar uma “avaliação dos impactos ambientais das explorações atualmente existentes na área do PNSACV correspondente ao Perímetro de Rega do Mira, não obstante estarem a ser levados a cabo na área do Perímetro de Rega do Mira”.

O movimento também pretende que seja feita uma “avaliação do impacto ambiental de todos os novos projetos agrícolas, levados a cabo na área do PNSACV, e que é considerada área sensível de acordo com a legislação de avaliação de impacto ambiental”.

Para o Juntos pelo Sudoeste, o Estado português tem vindo a negligenciar “a preservação de um valioso património ecologicamente sensível” como é o PNSACV, “que tem sofrido fortes ameaças aos seus valores naturais, alguns deles únicos no planeta”.