Construção da Cidade do Conhecimento arranca daqui a nove anos

O Plano Estratégico do empreendimento, de mil milhões de euros, foi apresentado esta semana e valoriza a harmonia entre as componentes habitacional, empresarial e ambiental.

A Cidade do Conhecimento, empreendimento urbanístico que visa conjugar as componentes habitacional, empresarial e ambiental e que deverá ser edificado numa extensão de 180 hectares, no Vale da Rosa, em Setúbal, deverá começar a ser construída dentro de nove anos. Esta foi a ideia expressa esta semana durante a apresentação do Plano Estratégico.

Mais do que construir uma cidade dentro da que já existe, o projeto do Pitroda Group LCC, que tem como parceiro a câmara de Setúbal, visa juntar empresas e instituições de valências diversas, nomeadamente as que laboram nas áreas do conhecimento e do desenvolvimento tecnológico, assim como instituições de ensino. O resultado final deverá ser uma área urbana diferente de todas as que, atualmente, se conhecem e de grande qualidade nos vários quadrantes.

O custo total, tal como o Semmais já anunciou há cerca de dois meses, é de mil milhões de euros, verba essa que será obtida através de diversos investidores já identificados, como sublinhou o presidente da Pitroda Group Portugal, Gustavo Miedzir. “Não restem dúvidas de que este empreendimento vai ser uma realidade”, disse O responsável, salientando que para além de investidores já identificados, também existem parceiros interessados em colaborar nos ramos da saúde e do ensino.

Na apresentação do Plano Estratégico esteve também presente o vice-presidente da autarquia sadina, Manuel Pisco, que resumiu a futura Cidade do Conhecimento como uma “nova área urbana voltada para o conhecimento, associada a uma indústria do conhecimento”, salientando que “há décadas que as sociedades comercializam o conhecimento, mas não com uma dimensão destas”. “Não se vai fazer uma simples cidade. Trata-se de fazer um novo modelo de sociedade local”, acrescentou.

Sérgio Barroso, da consultora CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, que esteve encarregue da apresentação do Plano Estratégico disse, por sua vez, que “a Cidade do Conhecimento estará em velocidade de cruzeiro dentro de vinte anos. É preciso que todos os parceiros locais, nas suas mais variadas dimensões, estejam preparados para a acompanhar”. Este mesmo alerta foi deixado pelo presidente da Pitodra Group, que lembrou a necessidade de se atuar com celeridade, porque se de momento há investidores disponíveis, o mesmo não se pode garantir daqui por três anos.