Sesimbra dinamiza projeto para prevenção da pobreza infantil

Para o próximo ano, o Família+ já tem 53 ações planeadas para ajudar as famílias mais vulneráveis economicamente e socialmente do concelho. Até 2023, a autarquia e os parceiros pretendem mudar a vida destes agregados.

O projeto CLDS 4G | Família+ – um Contrato Local de Desenvolvimento Social que agora na quarta geração está a ser implementado em Sesimbra -, pretende ajudar os agregados de baixos rendimentos com crianças, qualificando as famílias para o desenvolvimento de competências e aconselhando-as em situação de crise. Em parceria com o Centro Comunitário da Quinta do Conde, tem como principal objetivo proporcionar oportunidades ao nível do contexto relacional, cultural e emocional, através de um conjunto de ações que irão decorrer até 2023.

Felícia Costa, vereadora da ação social e da educação da autarquia, explica ao Semmais que o projeto tem uma equipa de dois profissionais que foram “exclusivamente contratados para coordenar as iniciativas” que, em conjunto com outros técnicos da câmara e das associações parceiras, são propostas aos agregados. “Com a adesão de outras associações concelhias podemos alargar o projeto, uma vez que continuamos a crescer em ações lúdicas e educativas”, diz a vereadora, adiantando que “cada família será monitorizada para que se perceba o contributo que está a ser dado”.

O Família+ arrancou em setembro e até 2023 pretende ajudar as famílias e, essencialmente, as crianças a terem acesso à cultura e a ambientes que não têm possibilidades para visitar. Segundo conta ao nosso jornal João Valente, presidente do Centro Comunitário da Quinta do Conde, já estão planeadas para o próximo ano 53 ações, preparadas para 240 participantes. “Pretendemos que tanto o número de ações como o de participantes cresçam para o dobro no seguinte ano”, afirma.

O projeto aposta em estilos de vida saudáveis e na integração das crianças e jovens na comunidade, através da participação destes em iniciativas como visitas à natureza e ao património, workshops, atividades culturais, desportivas e ludo-pedagógicas. “No futuro pretendemos criar um passaporte Família+ para motivar os agregados a desenvolverem ações conjuntas, passando assim mais tempo juntos”, afirma João Valente.

A coordenação do projeto está a cargo do Centro Comunitário da Quinta do Conde e envolverá outros parceiros estratégicos, de modo a criar uma rede de trabalho de proximidade com as famílias que vivem mais isoladas e deprimidas.

Orçado em cerca de 385 mil euros, o Família+ é cofinanciado pelo Fundo Social Europeu, ao abrigo de uma candidatura apresentada ao Portugal 2020, e conta com o acompanhamento do Instituto da Segurança Social.