Encosta do Forte de São Filipe vai ser alvo de novo reforço

Projeto surge após terem sido detetadas linhas de deslizamento mais profundas na encosta do que as inicialmente identificadas. A autarquia espera ver a obra concluída em meados de 2023.

Na sequência da primeira obra já realizada, o lançamento do concurso público para a “Intervenção de Natureza Estrutural para evitar derrocadas na encosta do Forte de São Filipe em Setúbal – Fase 2” foi aprovado, recentemente pelo executivo municipal. O objetivo é garantir a estabilidade do forte e salvaguardar a segurança dos visitantes.

Em conversa com o Semmais, Carlos Rabaçal, vereador das Obras Municipais, explica que a necessidade desta nova intervenção surge após os ensaios prévios de ancoragem que, em 2019, detetaram que o maciço onde está situado o Forte de São Filipe tem linhas de deslizamento mais profundas do que as inicialmente identificadas. “Houve também a necessidade de fixar alguns aspetos relacionados com o Torreão, através do preenchimento das fendas existentes, que não estavam previstos na primeira fase”, afirma o vereador. A empreitada vai incidir, sobretudo na “carga de tração a instalar nas ancoragens definitivas, que por incapacidade geológica-geotécnica do maciço terão forçosamente de acomodar valores inferiores aos inicialmente previstos”.

A estabilização do Forte de São Filipe, diz a autarquia, tem sido acompanhada pelo LNEC- Laboratório Nacional de Engenharia Civil ao longo de 15 anos, tornando-se atualmente necessária a consolidação da encosta.

Apesar do carácter urgente da obra, a câmara de Setúbal decidiu lançar um Concurso Limitado por Prévia Qualificação, no qual, segundo o vereador, são avaliadas as capacidades, competências e experiência das empresas neste tipo de obra. “Este procedimento atrasa um bocadinho os trabalhos, no entanto ganha-se muito porque fica selecionada a melhor empresa das candidatas”, afirma.

O preço base da empreitada será de 4 374 930,31 euros, tem um prazo de execução máximo para 600 dias e conclusão prevista para meados de 2023. A autarquia espera começar os trabalhos no primeiro trimestre do próximo ano, uma vez que se trata de uma obra “extremamente essencial para a cidade”, afiança Carlos Rabaçal.