Os responsáveis do porto de Setúbal afiançam que a draga que vai atuar até 15 de dezembro cumpre os requisitos de impacte ambiental. Faltam dragar 760 mil m3 nas proximidades do Terminal Roll-On Roll-Off.
Todos os canais dragados no porto de Setúbal, no âmbito do projeto de melhoria das acessibilidades marítimas daquela estrutura portuária, vão ser assinalados através de um equipamento que a APSS vai adquirir.
O projeto e o lançamento do concurso para adjudicação do equipamento já foram concretizados e, segundo explicou ao Semmais Lídia Sequeira, presidente da Administração do Porto de Setúbal e Sesimbra (APSS), a ideia “é dar cumprimento às questões de segurança das operações e da navegação”, que são a base das intervenções em curso.
As dragagens, que têm levantado muita polémica, iniciadas no dia 11 de novembro, estão neste momento a avançar “com normalidade”, segundo a mesma responsável da APSS, sendo que os trabalhos já atingiram 92% dos dragados, mantendo-se a previsão de 15 de dezembro para a conclusão da intervenção no leito da bacia setubalense.
De acordo com as informações do Semmais restam ainda retirar dos fundos do Sado cerca de 760 mil metros cúbicos de areias e sedimentos que serão depositados no aterro adjacente ao Terminal Ro-Ro.
Lídia Sequeira garante que, à semelhança das dragas anteriores, a draga TSHD Uienspiegel, que está a proceder a esta fase da intervenção, “cumpre todos os requisitos da Declaração de Impacte Ambiental (DIA)”. A embarcação especial vai operar na zona da proximidade do Terminal Ro-Ro, na chamada bacia de manobra, uma das melhorias do projeto, podendo ainda trabalhar no Canal da Barra ou Canal Norte para eliminar eventuais pontos de assoreamento.
Segundo a mesma fonte, o aterro adjacente ao Roll-On Roll-Off “não representa, neste momento, “o alargamento deste terminal”, sendo que, diz a responsável da infraestrutura portuária, “a sua utilização será analisada futuramente de acordo com o desenvolvimento estratégico do porto sadino.
Janela Única Logística garante maior competitividade
A par das operações marítimas, a administração portuária está a agilizar os procedimentos das operações e da atividade na plataforma do porto. Ontem, quinta-feira, entrou em produção a Janela Única Logística (JUL) considerado por Lídia Sequeira como “um passo significativo para tornar o porto mais competitivo”, o que passa pela implementação de processos totalmente digitais, mais rápidos e mais seguros.
A JUL é um alargamento da Janela Ùnica Portuária (JUP) a todos os modos de transporte terrestre, desenvolvendo a ligação aos portos secos e plataformas logísticas. Desta forma, explica Lídia Sequeira, “estamos a contribuir para o aumento da competitividade das cadeias logísticas nacionais através da desmaterialização e redução do tempo de transporte, englobando os modos de transporte terrestre e os diferentes intervenientes na cadeia logística de transporte de mercadorias situados no hinterland dos portos”.
CAIXA
Certificação ambiental renovada e bons resultados operacionais
Na última segunda-feira a APSS anunciou o prolongamento da certificação do seu Sistema de Gestão Ambiental, de acordo com os requisitos da norma ISO 14001:2015, atribuído pela entidade Lloyds Register Quality Assurance.
Entretanto, o porto de Setúbal tem-se destacado no contexto do sistema portuário nacional devido à sua capacidade operacional ao processo de retoma e recuperação, encetado no final de 2019 e ao longo de 2020. Recorde-se que a infraestrutura sadina tem demonstrado bons resultados no segmento de contentores, em que regista sucessivas variações homólogas positivas.
De acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, entre janeiro e setembro de 2020, a plataforma portuária de Setúbal “voltou a comprovar a sua capacidade de carga contentorizada, alcançando um novo recorde de movimentação de TEU durante este período.
Em julho, nomeadamente, obteve um resultado de mais 51.6% face ao mesmo mês do ano anterior.






