Investimento de cerca de meio milhão de euros vai dar continuidade ao percurso pedonal junto ao Tejo, inaugurado em 2015. O principal objetivo da autarquia é “voltar urbanisticamente” a cidade para o rio.
A câmara do Montijo prepara-se agora para iniciar a 4ª fase de um projeto que tem vindo a ser desenvolvido desde 2005, com o objetivo de valorizar o Tejo como elemento paisagístico da cidade. A recuperação do largo da Rua Miguel Pais, junto à zona ribeirinha, será iniciada em breve e pretende assim fazer a extensão em área e percurso de um grande passeio que, intervencionado na etapa anterior, pretende voltar a cidade para o rio.
Em declarações ao Semmais, o presidente Nuno Canta disse que esta é uma obra “muito emblemática, uma vez que vai incluir uma grande praça do Tejo, que será requalificada com espaços verdes, arborização e um percurso pedonal”.
O autarca avançou ainda que o projeto contará com a participação da artista montijense Fernanda Fragateiro que será responsável pelo desenho dos elementos característicos do rio, na calçada preta e branca que cobrirá o futuro passeio pedonal. Orçada em aproximadamente 500.000 mil euros, a nova empreitada prevê-se concluída até 2022.
Projeto prevê urbanizações e requalificação da zona industrial
Há 16 anos que a autarquia tem vindo a desenvolver a aposta de voltar urbanisticamente a cidade para o rio que, outrora, foi o grande porto de mercadorias que desembarcavam na cidade. Segundo o presidente, a autarquia está em processo de negociação para construir urbanizações com vista para o Tejo, sendo que, afirmou, “existe a preocupação por parte da câmara em estabelecer parcerias com privados para reabilitar a zona industrial do Montijo, com o objetivo de transformar aquele espaço – que se encontra inabitado – em áreas de habitação e outros serviços”.
Contudo, Nuno Canta explicou que embora esta seja uma obra pública e com domínio também privado, o objetivo é criar uma “cidade-jardim”, voltando assim a cidade para os modos suaves de mobilidade e transporte.
A primeira obra do projeto de recuperação da zona ribeirinha deu-se em 2005 com a reabilitação do Moinho da Maré do Cais, único da Península Ibérica que funcionava com o movimento da mó por “ataque direto”. Em 2009, a autarquia decidiu intervencionar a frente ribeirinha do Cais da Aldeia Galega, que para além da valorização histórica veio contribuir para proteger a cidade das inundações. Inaugurada em 2015, junto ao Cais dos Vapores, nasce a ciclovia numa zona ampla pavimentada em calçada, com vista à utilização pedonal, proporcionando um novo local de lazer, contemplação e valorização do rio.






