Centros comerciais do distrito expetantes na retoma

Durantes cerca de três duros meses, os quatro centros comerciais da região foram lugares vazios. A funcionar em pleno desde a passada segunda-feira, reforçaram as medidas de segurança e esperam começar a recuperar os prejuízos.

É um “regresso de enorme expectativa” e há muito ansiado pelos retalhistas, depois de um segundo confinamento mais duro que em janeiro ditou o encerramento parcial dos centros comerciais. Os quatro principais shoppings do distrito abriram portas na última segunda-feira, e garantem estar preparados para continuar a receber os visitantes.

“Os centros comerciais são, sem qualquer dúvida, locais seguros a visitar e, à semelhança de outros espaços, reúnem todas as condições para abrir portas às cidades e receber os visitantes”, começa por dizer ao nosso jornal Generoso Mateus, diretor do Almada Forum, um dos centros comerciais com maior dimensão na região que, segunda-feira, recebeu perto de 30 mil visitantes ao longo do dia.

Desde que a pandemia invadiu o país em março do ano passado, a Multi Portugal, entidade gestora deste espaço comercial, em Almada, preparou e implementou um conjunto de medidas que foram agora reforçadas para a reabertura nesta terceira fase do plano de desconfinamento do Governo. “Foi implementando um vasto leque de normas e medidas ao nível da segurança e higiene com primordial preocupação com a segurança de todos”, adianta Generoso Mateus. Foram, ainda, estabelecidos mais pontos de desinfeção, assim como foi reforçada a vigilância e controlo com o apoio de equipas de segurança especializadas e “devidamente formadas e informadas para o efeito”.

Ainda assim, e apesar de todos os cuidados, a crise sanitária não poupou prejuízos e deixou marcas. Desde o início do ano que o centro comercial registou uma quebra de cerca de 65% no número de visitantes e, das 230 lojas do Almada Forum, sete fecharam portas definitivamente durante este período.

 

Lojistas esperam recuperar prejuízos no segundo semestres

No Seixal, o regresso ao RioSul Shopping “era muito ansiado pelos lojistas, depois de um confinamento difícil”, conta ao Semmais Paulo Ruivo e Silva, diretor deste espaço comercial. Fortemente impactados pela atual pandemia, os retalhistas das 126 lojas e 20 restaurantes deste centro querem agora recuperar as vendas no segundo semestre do ano. “Tendo em conta o número de lojas que foram obrigadas a encerrar e com o consequente impacto ao nível do número de visitantes, as quebras foram obviamente significativas”, admite Paulo Ruivo e Silva sem revelar mais pormenores.

Também os Centros Comerciais Alegro de Setúbal e do Montijo, geridos pela Nhood Portugal, reforçaram todas as medidas de segurança e higiene necessárias para garantir o regresso dos clientes. “Desde o início da pandemia que vivenciámos uma outra reabertura em junho de 2020, o que nos permite encarar de forma realista este momento”, sublinha Carlos Costa, o Property & Leasing Director da Nhood Portugal.

Nos dois centros, o acesso às cerca de 138 lojas no Alegro Montijo e 108 em Setúbal, é controlado em real time através de uma aplicação que “efetua a contagem do número de pessoas que entram e saem dos nossos centros”. Quando a lotação se aproxima do limite máximo, são encerradas as portas secundárias e as entradas e saídas são efetuadas exclusivamente pelas portas principais, “para evitar que se atinja o número máximo de pessoas permitidas por centro”.

Durante os primeiros três meses do ano, 80% das lojas estiveram encerradas em ambos os centros, neste que é um setor que emprega milhares de pessoas e com um peso significativo para a economia nacional. Carlos Costa admite ser “urgente que o Governo apresente medidas de apoio à retoma económica” destinada aos lojistas, como para as “próprias empresas gestoras de centros comerciais”, que viram as suas atividades “completamente estagnadas”.