Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos inaugura com exposição de dez obras da coleção do Novo Banco

A nova galeria de arte localizada no Palácio Rojão abre, a 3 de maio, com uma exposição de dez obras da coleção do Novo Banco. Vão estar patentes durante cinco anos obras de Graça Morais, José Pedro Croft, Rui Sanches, Luís Noronha da Costa, Lucio Muñoz e Manuel Amado.

Esta mostra de artistas contemporâneos resulta da parceria estabelecida entre o Novo Banco e o Ministério da Cultura que disponibilizam, ao público, o seu património artístico e cultural. No Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos de Monsaraz vai estar patente a pintura a tinta celulósica sobre tela e a pintura a óleo sobre tela “Paisagem”, ambas de Noronha da Costa, pintor e cineasta que procurou durante a carreira artística trabalhar a perceção da imagem, entre a figuração e a abstração, utilizando desde a década de 1970 materiais e técnicas até então pouco comuns.

Outro dos trabalhos em mostra é o acrílico sobre tela “transgressão”, de 1987, da pintora do figurativo Graça Morais. Também a obra de Manuel Amado, que deixou a arquitetura para se dedicar exclusivamente à pintura, vai estar em exibição. “Janela Quadrada”, de 1989, retrata o gosto acentuado pela representação das formas estruturais dos espaços arquitetónicos jogando com as linhas da geometria, com as quais construiu espaços imaginários, tranquilos e silenciosos, onde as linhas estruturantes enquadram e delimitam a luz e a sombra, o interior e o exterior.

A exposição inaugural do Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos apresenta ainda três pinturas de José Pedro Croft, nomeadamente um guache sobre papel de 19996 e duas obras de 2003 em técnica mista sobre papel designadas “Estudo”. Com um percurso artístico marcado pela orientação do mestre João Cutileiro, Croft desenvolve durante a sua carreira uma obra plural que percorre a experiência da escultura e da tridimensionalidade, tratando em simultâneo as questões do desenho e dos seus limites.

Também a escultura de 2004 em contraplacado de madeira de tola, de Rui Sanches, um artista que a partir de 1985 desenvolve um trabalho original de escultura em madeira maciça ou transformada onde conjuga formas orgânicas e estruturais num cruzamento de múltiplas abordagens técnicas e formais, pode ser observada no interior da nova galeria de arte, assim como as duas obras de Lucio Muñoz “Cuadrado – Tabla 27-94”, de 1994, e “Cuadrado – Tabla 28-95”, de 1995.