A cidade sadina vai implementar, a título experimental, um sistema de trotinetas elétricas partilhadas para utilização individual nas deslocações urbanas, com cerca de duas centenas de veículos disponíveis à população.
A medida do teste experimental destina-se a potenciar a micromobilidade em Setúbal, no âmbito de uma parceria entre a empresa Bolt e a autarquia, que aprovou na quarta-feira, em reunião pública, a implementação do programa.
A fase experimental terá a duração de seis meses, período em que ficam à disposição entre 200 a 300 trotinetas elétricas para aluguer, com a gestão dos equipamentos e a segurança dos utilizadores a cargo da empresa.
Durante as duas primeiras semanas de lançamento do projeto-piloto, os custos dos alugueres são de cinco cêntimos por cada minuto de utilização. Posteriormente, os valores vão oscilar entre os 14 e os 25 cêntimos, sendo que no decurso dos seis meses da fase experimental não serão cobradas taxas de desbloqueamento dos veículos.
Os parques localizam-se na Avenida Luísa Todi, na zona nascente e poente, no Parque Urbano de Albarquel, nas praças de Bocage e do Brasil, no cais dos ferries, na Avenida 22 de Dezembro na zona do Convento de Jesus, na Loja do Cidadão próximo do Hospital de São Bernardo e na Avenida Rodrigues Manito.
De acordo com a proposta aprovada pela câmara municipal, um dos principais objetivos desta medida é o investimento em “modos mais ativos e sustentáveis em alternativa ao uso do transporte individual, em especial em deslocações de curta distância”, sendo que, reforça o texto aprovado, “se verifica em Setúbal um potencial considerável de transferência de viagens dos modos motorizados para os modos suaves”.
Em Setúbal, acrescenta o mesmo documento, as deslocações motorizadas com menos de 1,5 quilómetros de distância têm um peso significativo em várias zonas, onde cerca de 80 por cento dos casos são deslocações que ocorrem dentro do próprio concelho e 50 por cento dentro das próprias freguesias.
A implementação do projeto-piloto de trotinetas elétricas enquadra-se nas necessidades detetadas no âmbito do Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes de Setúbal, aprovado em 2018.






