D. José Ornelas, bispo de Setúbal, proclamou, ontem, um “Caminho Sinodal da Igreja Diocesana” para preparar o primeiro Sínodo da Diocese da Igreja de Setúbal, em 2025, ano em se assinala o cinquentenário da criação da Diocese.
O Prelado sublinhou, durante a Eucaristia Dominical de ontem à tarde na Sé de Setúbal, que a formação da Diocese e o caminho percorrido deste a sua criação, em 1975, é motivo de alegria e gratidão a Deus, sendo este o ponto de partida para o Caminho Sinodal que agora se inicia e que deverá representar “um caminho de renovação, a partir da escuta do Espírito do Senhor que sempre fala à Igreja e a conduz à missão”.
“Hoje, na Igreja de Santa Maria da Solenidade do Pentecostes, na qual celebramos a efusão do Espírito Santo que marca o início da Igreja, em Jerusalém, proclamo um Caminho Sinodal da Igreja Diocesana de Setúbal, que deve concluir-se com a celebração do Primeiro Sínodo Diocesano, em 2025, no Cinquentenário da criação da Diocese”, sublinhou D. José Ornelas.
O bispo de Setúbal destacou, ainda, que o objetivo do caminho sinodal é “caminhar, convergir, construir e anunciar juntos, a partir da diversidade dos dons de Deus”, e acrescentou que na tradição da igreja, “este convergir e caminhar juntos diz-se com uma palavra importante, que vamos ouvir, interiorizar e viver: ‘Sínodo’ – ‘syn-odós’ – ‘juntos em caminho’. É esta palavra que vai marcar o nosso peregrinar até ao cinquentenário, em 2025”, disse.
O pastor da Diocese evidenciou, também, que a península de Setúbal “foi meta de imigração” e acolheu “gente de todo o país” que, ligando-se aos que habitavam na região, “foi dando consistência, riqueza, cultura e fé” aos sadinos, “mais abertos do que nunca à diversidade cultural proveniente de todos os continentes”.
O caminho sinodal reproduz uma “tomada de consciência” da história de Setúbal e representa um caminho de renovação. O Primeiro Sínodo Diocesano será “um percurso de cada membro desta Igreja” e que “todos são convocados e necessários”, evoca D. José Ornelas, apontando a recente instituição, por parte do Papa Francisco, dos ministérios laicais do Leitor, Acólito e Catequista, como sinal da responsabilidade daqueles que são chamados a trilhar este caminho Sinodal.
“Cada um e cada uma terão de ser objeto de atenção, acolhimento e estima; e cada qual é chamado a colocar ao serviço de todos os dons que recebeu de Deus. É isto que significa a sinodalidade: caminhar, discernir e anunciar em conjunto, colocando ao serviço da vida e da missão da Igreja, os dons que recebeu de Deus”, sublinha o bispo de Setúbal.
Ao “sair das catacumbas da pandemia” o Bispo diocesano referiu que “durante este tempo, junto com a solicitude pastoral dos sacerdotes, ganhou nova importância a dedicação e o serviço dos leigos e leigas, muitos dos quais jovens” e deixou aos mais novos, uma particular palavra de esperança para o Sínodo Diocesano: “Muito esperamos – Deus espera” – de vós, jovens, neste caminho para o Sínodo. Vocês são hoje a esperança nova de renovação, são a geração do Primeiro Sínodo e do Cinquentenário. Nós, os mais velhos, não estaremos lá, mas muitos de vocês hão de narrar a história da nossa Igreja, quando chegar o primeiro centenário”.
A Diocese de Setúbal foi fundada pelo Papa Paulo VI, em 1975. D. Manuel Martins foi o primeiro bispo da diocese sadina, até 1998, sucedendo D. Gilberto Canavarro Reis até 2015, altura em que tomou posse D. José Ornelas.






