Sesimbra exige reforço das forças de segurança no terreno face à subida dos casos de Covid

O concelho passou, no espaço de uma semana, de 104 casos por 100 mil habitantes para 260 casos.

Perante o aumento rápido dos casos de Covid-19 no concelho, o “presidente da câmara de Sesimbra, Francisco Jesus, enviou uma missiva aos ministros da Administração Interna e da Defesa, ao comandante do Destacamento Territorial de Setúbal da GNR, ao capitão do Porto de Setúbal, ao secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e Coordenador Regional de Lisboa e Vale do Tejo para a Covid-19, e com conhecimento ao Delegado de Saúde, para exigir, com caráter de urgência, o reforço das equipas das forças de segurança no terreno”, lê-se numa nota publicada na página de Facebook do autarca.

Segundo, Francisco Jesus, “só desta forma se poderá proceder a uma fiscalização mais efetiva das regras de segurança e permitir uma presença efetiva nos locais de maior concentração, dissuadindo comportamentos contrários às regras em vigor”.

Na mesma publicação, o edil diz ainda que, “assim que se começou a acentuar a subida, a câmara municipal tomou de imediato um conjunto de medidas, que passaram pela preparação de uma campanha de testagem em massa nos setores de atividade mais fustigados, desmarcação de todas as atividades suscetíveis de gerar ajuntamentos, manutenção do teletrabalho nos seus serviços ou reforço da sinalética de informação e sensibilização na via pública”.

No entanto, afirma, “estas medidas, que estão ao alcance das atribuições legais do município, não serão suficientes para inverter este crescimento, que se espera que seja conjuntural, sem uma fiscalização efetiva das forças de segurança”.

“O grande objetivo deste esforço, para além da inversão da atual tendência, é garantir que a economia local não sinta reflexos mais negativos, num período em que precisa da dinâmica turística para a sua sustentabilidade e para a garantia de manutenção dos postos de trabalho”, adianta Francisco Jesus.

O concelho de Sesimbra passou, no espaço de sete dias, de 104 casos por 100 mil habitantes para 260 casos.

O autarca lembra ainda que, o facto de “ser a primeira semana com valores acima dos 120”, o concelho “avançou no desconfinamento, no entanto, caso não seja possível inverter a tendência atual, há uma possibilidade de retrocesso”.