Com Odemira a crescer, o Litoral Alentejano é o que menos perde população

Com Odemira a ser o município do país com maior crescimento da população nos últimos 10 anos, o Litoral Alentejano é a sub-região do Alentejo com menor perda populacional, segundo os resultados preliminares dos Censos 2021.

Na análise da agência Lusa aos dados preliminares dos Censos 2021, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), constata-se que o Alentejo Litoral, uma das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUT) de nível III do Alentejo, perdeu 1.435 pessoas na última década.

Em 2011, este território, formado por cinco concelhos, Odemira, no distrito de Beja, e Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, possuía 97.925 residentes.

Este ano, apuraram os Censos, este valor passou a ser de 96.490, o que representa uma descida de 1,5%.

No Alentejo – considerando a NUT II que inclui os 47 concelhos alentejanos e os 11 da Lezíria do Tejo -, o distrito de Portalegre foi aquele que perdeu mais população em termos relativos, no período em análise, com uma quebra de 11,4% (tem menos 13.517 pessoas, pois, tinha este ano 104.989 habitantes, face aos 118.506 de 2011).

Mas é no distrito de Évora, ou seja, na NUT III do Alentejo Central (quebra de 8,6%), que ocorreu a maior descida de moradores em termos absolutos, com menos 14.290 pessoas (passou de 166.726 para um total de 152.436).

Com menos 11.805 pessoas na última década, o Baixo Alentejo (13 dos 14 concelhos do distrito de Beja, à exceção de Odemira) regista um decréscimo de 9,3%, passando de 126.692 habitantes para 114.887.

Odemira, o concelho do país com maior subida de população em termos de percentagem, é também o único município do Alentejo que ganhou mais moradores, mais precisamente 3.457, entre 2011 e 2021 (tinha 26.066 pessoas e agora tem 29.523).

No lado oposto, ou seja, como o município do Alentejo Litoral que mais perdeu população, está Alcácer do Sal, com uma descida de 14,7% (passou de 13.046 para 11.125 residentes).

A seguir vem Grândola, que tinha 14.826 moradores e tem agora 13.827 (-999 pessoas, descida de 6,7%), e Santiago do Cacém, que passou de 29.749 para 27.801 (-1 948, descida de 6,5%).

Já Sines, o concelho mais industrializado de todo o território alentejano, embora também tenha “balanço negativo”, só perdeu 24 pessoas (-0,2%), passando de 14.238 para 14.214 residentes.

Outra das particularidades do conjunto destes cinco concelhos é que tem mais homens (48.957) do que mulheres (47.533), o que contraria aquilo que se verifica nas outras sub-regiões do Alentejo, onde o sexo feminino está em maioria.

Ao nível do país, o Alentejo foi a NUT de nível II com a quebra mais expressiva de população (-6,9%), de acordo com os resultados preliminares dos Censos 2021.

Portugal tem hoje 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011, segundos os resultados preliminares dos Censos 2021.