Comunistas acenam ao eleitorado da capital com a obra feita

Em Almada, Dores Meira vai lembrando a experiência acumulada ao longo de duas décadas como autarca em Setúbal. André Martins utiliza o mesmo argumento para conquistar a capital de distrito. Carlos Humberto ataca a atual gestão socialista no Barreiro. O recandidato do Seixal, Joaquim Santos acena com a obra feita. Francisco Jesus, em Sesimbra, recorda o crescimento do tecido empresarial. E, em Grândola, Figueira Mendes diz-se confiante e fala no apoio do eleitorado de outros partidos.

Almada, Maria das Dores Meira

“Não sou uma paraquedista”

É de total confiança o sentimento de Maria das Dores Meira, a ainda líder da câmara de Setúbal e que agora vai disputar a presidência do município de Almada. Durante a campanha eleitoral vai dizendo que pretender mudar a face da cidade e do concelho, transformando-os em referências nacionais e internacionais, e garantindo que na sua gestão “ninguém é abandonado”.

“As pessoas dizem-me ‘venha depressa’”, refere, à equipa do Semmais que a acompanha pelas ruas do concelho, a candidata que, desde que iniciou a corrida às autárquicas se tem desdobrado em visitas e contactos com comerciantes, empresas, associações de moradores, instituições e coletividades.

Após uma preparação de campanha iniciada há cerca de seis meses, a candidata diz que espera não defraudar os almadenses, não se esquecendo de lembrar, nos contactos de proximidade que vai estabelecendo, que vive na cidade há 52 anos. “Aqui casei, aqui vivo, aqui tive um filho e duas netas. Foi aqui que participei em campanhas de alfabetização”.

Em conversa com os possíveis eleitores sobre as potencialidades do concelho, mostra-se segura ao afirmar que é tempo de acabar com “Almada suja, degrada e feia” e avançar-se para a valorização das frentes ribeirinha e atlântica.

 

Setúbal, André Martins

“O grande adversário é a abstenção”

O atual presidente da Assembleia Municipal de Setúbal é agora candidato à presidência. Tranquilo, espera manter na CDU um dos municípios bastião do partido. Para tal conta que os eleitores valorizem a experiência conferida por cerca de 20 anos a trabalhar na autarquia. Diz, no entanto, que a abstenção é o grande adversário a ultrapassar.

“Creio que se as pessoas forem votar, o resultado final poderá ser muito igual ao das últimas eleições e que poderá ser garantida a maioria absoluta. Mas para isso é preciso que as pessoas votem. Não podem ficar em casa ou ir ter com um amigo, deixando de ir às urnas, pensando que a eleição está ganha”, afirmou ao nosso jornal o candidato que tem desdobrado os dias entre os contactos com os sadinos e a agenda da câmara.

André Martins salienta, por fim, que a experiência que tem de 20 anos no trabalho autárquico local lhe permite conhecer aprofundadamente os problemas existentes, os projetos em curso e o trabalho realizado: “É, sem dúvida, uma grande vantagem que possuo”.

 

Barreiro, Carlos Humberto

“Atual gestão perdeu a noção da razoabilidade”

Carlos Humberto é um antigo presidente da câmara do Barreiro que agora tenta recuperar para a CDU um município entretanto perdido para o PS. Acusa o atual executivo de “grande arrogância” e acredita que a equipa que lidera possui condições para desenvolver um trabalho profícuo.

“Conhecemos muito bem o concelho”, diz Carlos Humberto, salientando o cariz multidisciplinar existente na sua lista. “É uma lista jovem e dinâmica, renovada e capaz de apresentar soluções e resolver os problemas que forem surgindo”, afiança enquanto visita a zona dos Sete Portais.

Salientando que a sua experiência autárquica pode ser útil, Carlos Humberto tece críticas ao executivo atual: “Apelo ao apaziguamento e não às guerras. Não entendo porque motivos o executivo da câmara tem comportamentos tão arrogantes com, por exemplo, as empresas do concelho”.

 

Seixal, Joaquim Santos

“Olhos nos olhos. Somos pessoas normais”

O objetivo de Joaquim Santos, atual presidente do Seixal é, naturalmente, a reeleição mas, desta feita, com maioria. O Semmais foi encontrá-lo em campanha na Amora, cidade onde deu conta do trabalho já executado mas, também, dos projetos que pretende ver concretizados.

“Creio que estamos a fazer uma campanha muito positiva e com muita gente a valorizar o nosso trabalho. Falamos com as pessoas olhos nos olhos e somos bem recebidos, porque somos pessoas normais”, sintetizou o atual presidente do executivo.

Num ambiente de festa, acompanhado de cerca de 30 pessoas, onde nem sequer faltou um possível eleitor equipado à Benfica, o candidato falou nos melhoramentos efetuados nas áreas do desporto e lazer, dos melhoramentos viários e eventos culturais.

Para o futuro, garantiu, o executivo irá continuar a pugnar pela construção, na Amora, do futuro Hospital do Seixal, que já deveria ter sido dado por concluído em 2012, mas, apesar de já existir terreno e projeto, continua à espera do empurrão final do Estado. “É visível a diferença entre quem diz que faz e cumpre e quem diz que faz e não faz”, atira Joaquim Santos.

 

Sesimbra, Francisco Jesus

“Continuidade para melhor qualidade”

É num ambiente de tranquilidade que está a decorrer a campanha eleitoral de Francisco Jesus, o atual presidente do município de Sesimbra e que se recandidata com a intenção de dar continuidade à obra já feita, para assim se conseguirem melhorar os níveis qualitativos da vida dos cidadãos.

Francisco Jesus, que salientou o facto de o tecido empresarial do concelho ter crescido 56 por cento durante o mandato que agora termina, afirma ainda que questões como o turismo e as acessibilidades serão fundamentais. Além disso, para fixar população, pretende a autarquia criar, até 2026, mais 303 fogos para arrendamento.

 

Grândola, Figueira Mendes

“É muito importante ouvir as pessoas”

Figueira Mendes, que dirige os destinos do concelho de Grândola há já oito anos, espera nestas eleições obter nova maioria. “Estamos confiantes e até pessoas de outros partidos nos têm demonstrado apoio”, diz.

O contacto direto com a população tem sido constante, com os elementos das listas a distribuírem, durante toda a campanha, cerca de 6.000 prospetos e jornais de campanha. A informação em papel, não substitui, no entanto, as abordagens. “É muito importante ouvir as pessoas, que nos têm aceite muito bem e realçam pela positiva o facto de, por exemplo, termos 21 obras em curso”, refere o autarca.