Incêndio no “Segredos do Mar” causou prejuízo na ordem dos 500 mil euros

Os 13 tripulantes escaparam ilesos. Prejuízo ronda os 500 mil euros. Polícia marítima tenta apurar as causas que levaram ao incêndio deflagrado na casa das máquinas.

A embarcação de pesca “Segredos do Mar”, registada no porto de Sesimbra, afundou-se na noite de quarta-feira, a cerca de uma milha do Cabo Afonso, após um incêndio declarado na casa das máquinas. Os 13 tripulantes que se encontravam a bordo acabaram por ser resgatados, sem ferimentos, por um outro barco de pesca que se encontrava nas proximidades.

O incêndio, cujas causas ainda são desconhecidas, como explicou ao Semmais o presidente da Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines (Sesibal), Ricardo Santos, foi comunicado ao centro de Controlo de Tráfego Marítimo e Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa pelas 22h50. “Ainda ninguém sabe o que aconteceu. Apenas se sabe que o fogo surgiu na casa das máquinas. A tripulação salvou-se depois de ter embarcado numa chata, a embarcação de salvamento, tendo logo de seguida sido socorrida por dois outros barcos que se encontravam perto, o “Luís Adrião” e o “Porto e Pescas, e transportada para Sesimbra”. Também a Polícia Marítima acorreu quase de imediato ao local, tendo acompanhado todas as operações de salvamento.

O fogo acabou por consumir o “Segredos do Mar”, que se afundou em poucos minutos. Segundo Ricardo Santos, a embarcação, assim como os seus aparelhos, terão um custo estimado de 500 mil euros, valor que poderá não ser totalmente suportado pelo seguro. “Tudo depende do valor pago. Muitas vezes esse valor é mais baixo do que o real, porque as pessoas não possuem rendimentos suficientes”, disse o presidente da Sesibal.

A embarcação encontrava-se a fazer a pesca da cavala, da sardinha e do carapau. No momento em que deflagrou o incêndio estaria ainda sem qualquer captura.

Na quinta-feira, de acordo com o que o Semmais apurou, os 13 tripulantes da embarcação terão prestado depoimentos na Polícia Marítima de Setúbal que, como é de lei, abriu um inquérito para tentar apurar as causas do sinistro. A Polícia Marítima esteve, de resto, no local do naufrágio durante a manhã, recolhendo alguns destroços do barco, os quais poderiam ser perigosos para a navegação.