Nuno Rocha conquistou título de “Voz Revelação”

Com a convicção de que nasceu para o fado, o setubalense escolheu este estilo para a vida. A cada dia de passa, diz, traz cada vez mais o fado na voz.

O setubalense Nuno Rocha foi considerado pela Voz do Operário a “Voz Revelação” na 5.ª Gala do Fado, que teve lugar no início deste mês. Em conversa com o Semmais, o artista disse ter sido surpreendido com a escolha, pois havia “enormes nomes” a disputar o galardão. “Ouvi um enorme continua, tanto do público como da direção da coletividade alfacinha, que reagiram tão bem ao meu prémio”, afirmou.

Em Lisboa já tinha ganho, em 2018, o “Lisboa e o Fado” e, no concurso António Jorge, em Odivelas, no ano seguinte, alcançou o 2.º lugar, mas um troféu deste género foi o primeiro que levou para casa. Em 2019 e 2020 passou à final da Grande Noite do Fado de Lisboa, mas Nuno Costa não vive só de concursos. “A minha gaveta está cheia de projetos que, futuramente, sairão com toda a certeza. Não esperem de mim apenas o que já dei, por mim, pelo fado e pelo público. Por agora escolhi aprender a dar-me da melhor forma e no tempo certo”, enfatiza, levantando o véu que, em breve, sairá um novo single.

Dedicado inteiramente ao fado, o setubalense vai dando voz às revistas e musicais do Núcleo de Amigos do Bairro Santos Nicolau, onde também tem sido padrinho da marcha popular, nos últimos anos. Em agosto do corrente ano lançou um single sobre as Festas de Troia, da autoria de Carlos Crispim e Rui do Cabo, como forma de homenagear o tradicional evento.

Para si, o fado é “uma forma de viver, um sentimento” e pressente que este estilo irá ser “um amor para a vida, um desabafo que me ajuda a viver”. “O fado nasce connosco e, por isso, acho, como diz um dos meus fados, eu nasci para o fado”, refere Nuno Rocha, afirmando que tenta sempre colocar um pouco de si nos poemas que escreve e canta, e, talvez por isso, “a cada dia que passa sente cada vez mais o fado na voz”.