Sindicato quer que os docentes sejam remunerados pelo teletrabalho e saber qual o ponto da situação em cada uma das escolas do distrito.
Os professores das escolas do distrito de Setúbal, tal como acontece com os do resto do país, aguardam que o Ministério da Educação indique qual a regulamentação a aplicar no que respeita ao teletrabalho, situação que poderá ser implementada brevemente em consequência dos surtos de Covid-19 que têm vindo a surgir.
O presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), José Feliciano Costa, disse ao Semmais que neste momento “não existe qualquer regulamentação acerca do teletrabalho”. “Há uma panóplia de situações que já deveriam estar regulamentadas, mas que não estão. Ninguém sabe em quantas as escolas já foi detetada a doença, quantos alunos, professores e pessoal auxiliar foram contaminados, quantas turmas foram colocadas em isolamento, que medidas foram tomadas ou que testes irão ser feitos. Isso é um trabalho que deve ser feito pelo Ministério da Educação, mas que até agora é totalmente desconhecido das escolas. É por isso que esta semana (na sexta-feira) irá dar entrada um pedido de esclarecimento do sindicato no Ministério”, afirmou.
O sindicalista disse ainda que a situação do teletrabalho, não estando ainda decidida mas podendo vir a ser aplicada nos moldes aprovados pela tutela quando da primeira vez que se recorreu ao ensino à distância, “é algo que sobrecarrega os professores, que não só têm de fazer o seu trabalho nas escola, como depois ainda se sentem na obrigação de, em casa, tentarem acompanhar o alunos impedidos de terem aulas presenciais”. José Feliciano Costa diz que os docentes implicados nestas tarefas acabam por não ser remunerados pelas mesmas: “É impensável que assim seja, tanto mais que há um grande número de professores desempregados e que podiam desempenhar estas tarefas. Tal já foi comunicado várias vezes ao Ministério que, no entanto, não responde”.
A situação, diz ainda o dirigente sindical, está na origem de inúmeras reclamações. “Diariamente recebemos queixas de docentes, que se dizem sobrecarregados de trabalho. É preciso, também, que seja a tutela a definir claramente todas as regras, pois não podem ser as escolas, por si, a decidir quando encerram ou quando dão aulas presenciais”, acrescentou.



