Distrito de Setúbal já deu residência a mais de 1600 refugiados da Ucrânia

O SEF já registou mais de 1600 pedidos de proteção temporária para famílias ucranianas que chegaram ao distrito. A maior parte são mulheres e crianças, números que acompanham o perfil dos refugiados a nível nacional.

Até às 19h00 de quarta-feira passada tinham dado entrada nos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) 1612 pedidos de proteção temporária de pessoas oriundas da Ucrânia com base de residência no distrito.

De acordo com os números a que o Semmais teve acesso, os concelhos que mais têm acolhido famílias que estão a fugir a guerra da Ucrânia são os de Almada, com 443 pessoas, Setúbal, com 285, Seixal e Montijo, com 193 e 180, respetivamente. Alcácer do Sal é o município que menos recebeu refugiados, estando apenas cinco pessoas registadas no SEF com este destino.

Ainda segundo os mesmos dados, estão a chegar à região mais pessoas do sexo feminino que do masculino, 1059 e 553 respetivamente, o que comprova o perfil dos refugiados ucranianos que têm escolhido Portugal, para fugir do conflito, sobretudo devido à implementação do Regime Legal da Lei Marcial, em vigor naquele país, que proíbe a saída de homens entre os 18 e os 60 anos de idade.

Analisando os registos do SEF de concessão de proteção temporária no distrito por escalão etário, estão a residir na região:  508 pessoas entre os 35 e os 64 anos de idade, 483 pessoas entre os 18 e os 34 anos; 453 entre os 0 e os 13 anos e 79 maiores de 65 anos.

 

Particulares são os que mais abrem portas aos ucranianos

Parte destes agregados foram acolhidos por famílias do distrito, na sequência de iniciativas particulares junto das redes de imigrantes ucranianos a viver no nosso país, mas também de instituições de solidariedade social e das autarquias, algumas das quais já com serviços de apoio no terreno, nomeadamente alojamento, apoio alimentar e outros de carácter humanitário.

Fonte do SEF disse ao Semmais que estão a ser remetidos por email os certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária. “Até ao final de quarta-feira foram emitidos mais de dois mil certificados a cidadãos ucranianos e seus familiares, bem como a cidadãos de outras nacionalidades a residir na Ucrânia, e que requereram ao Estado português o referido estatuto”, avançou.

A nível nacional, e até ao mesmo período, o número de refugiados nesta situação supera as 20 mil pessoas, distribuído por 46 nacionalidades. O SEF lembra que “de forma a simplificar o acolhimento e a integração dos cidadãos ucranianos e estrangeiros afetados pelo conflito militar na Ucrânia”, tem disponibilizado os números de utente de saúde, de segurança social e de identificação fiscal na área reservada na plataforma digital  https://sefforukraine.sef.pt.