Deputado de 47 anos é presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal do partido liderado por André Ventura
O Chega vai candidatar o deputado Nuno Gabriel à presidência da câmara de Sesimbra.
O nome consta de um comunicado divulgado no domingo pelo Chega, onde o partido dá conta de outras candidaturas, a municípios como Chaves, Évora, Valongo, Mangualde, Elvas, Serpa e Ourique.
Nuno Gabriel, membro do Grupo Parlamentar do Chega, tem 47 anos é licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa e no plano partidário desempenha as funções de presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal.
Na semana passada, foi noticiado que a antiga deputada do PSD Lina Lopes se desfiliou deste partido no início do ano para ser candidata à Câmara Municipal de Setúbal como independente apoiada pelo Chega.
Lina Lopes trabalha atualmente no gabinete do vice-presidente da Assembleia da República Diogo Pacheco de Amorim, do Chega, o que levou os Trabalhadores Social-Democratas a retirar-lhe a confiança política em abril do ano passado e solicitar a sua substituição no secretariado executivo da UGT.
Lina Lopes foi deputada ao parlamento nas XIV e XV legislaturas pelo círculo de Lisboa, quando era presidente do PSD Rui Rio, mas nas eleições de 10 de março caiu do sexto lugar que tinha ocupado em 2022 para penúltimo lugar na lista por Lisboa e não foi eleita. Foi também presidente das Mulheres Social-Democratas, uma estrutura informal do PSD, sem consagração estatutária.
No comunicado, o Chega afirma-se “comprometido em liderar uma transformação em Portugal” e salienta-se que “a implementação autárquica é um dos pilares fundamentais para que tal suceda”.
“A defesa das populações é uma das principais preocupações do Chega. Ao longo dos últimos 50 anos, estas têm sido esquecidas pelos partidos que têm dominado as eleições autárquicas, nomeadamente PS, PCP e PSD, que pouco têm feito para desenvolver os municípios e garantir condições de vida dignas aos habitantes”, sustenta este partido.
Em termos programáticos, o Chega considera prioritário “acabar com a corrupção a nível local”.
“Só afastando os mesmos de sempre é que será possível acabar com a teia de corrupção que tem destruído Portugal, impedindo o seu desenvolvimento”, acrescenta-se.