FC Barreirense preparado para luta pela manutenção na Proliga

Conjunto liderado por Carlos Caetano tem em Micah Downs, Pedro Costa e Fabrizio Caetano os principais pontuadores. Resolvidas as burocracias com a AIMA, o americano Evan Maxwell aparece para dar uma importante ajuda nesta altura decisiva da temporada.

O FC Barreirense está ciente de que para se manter na Proliga, o segundo escalão do basquetebol nacional, vai ter de lutar até à última bola, em todos os cestos e até ao derradeiro jogo da competição.

A garantia é dada por Carlos Caetano, experiente técnico de 51 anos que, no início do ano, chegou para substituir Alex Oliveira. “Nesta fase vamos com cinco jogos, conseguimos já duas vitórias, uma delas com o Benfica B, por uma margem boa. Eles são um dos candidatos diretos na luta pela manutenção Foi isso que me pediram, manter o Barreirense na Proliga e acredito que vai ser algo disputado até ao fim. Faltam nove jornadas e tudo vai contar”, diz o treinador ao Semmais.

No último fim de semana a vitória em Aveiro frente ao Clube dos Galitos, por 67-80, destacou-se o regresso de Evan Maxwell, americano que estava impedido de jogar por ainda não ter recebido o visto. “A equipa está mais competitiva com a entrada esta semana do Evan que passava por uma situação um pouco ridícula nesta questão dos vistos. O jogador está cá desde o ano passado, mas só na quinta-feira na reunião com a AIMA ficou com o processo legalizado. Acho que a entrada dele não só nos ajudou muito nesta vitória, porque ele fez 19 pontos, 10 ressaltos, mas também motivou todo o grupo. O próprio Micah fez um jogo muito bom, porque teve um novo colega com quem pode contar e, até, os portugueses estavam super motivados de ver ali uma ajuda extra”, reitera Carlos Caetano.

Muito mais que o contributo de Maxwell e de outros jogadores, como os líderes em pontos Micah Downs, Pedro Costa e Fabrizio Caetano, o treinador encontra um grupo motivado e disponível para lutar pela manutenção. “O grupo tem jogadores que hoje podem jogar muitos minutos, amanhã podem não jogar, tem a ver não só com a performance semanal, mas também com o que é a estratégia para o jogo em função do adversário. É um grupo equilibrado, contamos com toda a gente”, explica o treinador.

Próximo dos jogadores, mantendo os adjuntos que estavam com Alex Oliveira, Carlos Caetano, um homem da terra e que já tinha estado no clube, a última vez em 2020, destaca como a equipa recebeu as suas ideias. “Tive o cuidado de falar com o Alex, quando vim, porque o conheço e fui seu orientador no nível 3. Algo não estava a resultar e, apesar do curto espaço de tempo que tínhamos, decidi mudar todos os processos e as jogadas ensaiadas. Houve, principalmente, a implementação de três grandes ideias, a atitude de Barreirense em não baixar os braços; ajustar tudo o que era processo ofensivo, criar novos movimentos e beneficiar os nossos melhores jogadores; e, por último. um compromisso grande com o treino, não só de atitude, mas também de pontualidade e responsabilidade”, revela o técnico.