O investimento, estimado em 5 milhões de euros, visa a reabilitação de três edifícios no concelho para a criação de alojamentos de transição para vítimas de violência doméstica, e do Palácio do Quebedo, para pessoas sem-abrigo.
A câmara de Setúbal aprovou a adjudicação da reabilitação de vários edifícios para alojamento temporário de vítimas de violência doméstica e pessoas em situação de sem-abrigo, um investimento de perto de 5 milhões de euros, foi esta quinta-feira anunciado.
Segundo uma nota de imprensa da autarquia sadina, as empreitadas, adjudicadas à empresa Recreare — Engenharia, Construção e Reabilitação, Lda, para reabilitação de vários edifícios do centro histórico da cidade, estão inseridas na Estratégia Local de Habitação da Câmara Municipal de Setúbal e são parte do investimento da Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário (BNAUT).
Uma das empreitadas, adjudicada por 2,4 milhões de euros mais IVA e com prazo de execução de 360 dias, visa a reabilitação, alteração e ampliação de três edifícios, funcionalmente interligados em termos de estrutura e infraestruturas, no quarteirão formado pelas Rua de Arronches Junqueiro, Travessa Francisco Pereira e Rua do Eito, para criação de alojamentos de transição para vítimas de violência doméstica.
A outra obra, adjudicada por 2,1 milhões de euros mais IVA e com um prazo de execução de 365 dias, é a reabilitação do Palácio do Quebedo, localizado junto do apeadeiro do Quebedo, para ser uma solução de habitação temporária para pessoas em situação de sem-abrigo.
A câmara de Setúbal recorda, na nota de imprensa, que o Palácio do Quebedo é uma “antiga casa maneirista e barroca, que acolheu, no século XIV, a família espanhola dos Cabedos” e que no futuro irá proporcionar “uma habitação temporária a pessoas em situação de sem-abrigo”.
O novo equipamento, acrescenta a nota, deverá ter um “conjunto diversificado de serviços básicos e de apoio social, em estreita ligação com outros recursos da comunidade e com o apoio técnico adequado, no sentido de promover a inserção social e a autonomização”.
O município sadino adianta ainda que serão criados apartamentos de tipologias T1 e T0 para serem utilizados como alojamento temporário, sendo a integração/permanência das pessoas em situação de sem-abrigo “definida em função da avaliação técnica de cada situação em concreto, embora tendencialmente aconteça por um período de três a seis meses”.






