Coligação manteve Paula Santos no Parlamento, mas não conseguiu eleger Bruno Dias e Heloísa Apolónia. Nestas legislativas perderam 3.885 votos.
As legislativas voltaram a não ser fáceis para a CDU e agudizaram o momento que a coligação PCP/Os Verdes vive. O desastre no distrito acompanha a contração nacional e só no nosso território perderam 3.885 votos, desde as eleições de 2024.
No distrito, que ainda mantém uma grande expressão com a governação de sete das 13 câmaras, a CDU conseguiu manter Paula Santos no Parlamento, mas falhou na eleição de Bruno Dias e Heloísa Apolónia, um dos objetivos traçados por Paulo Raimundo. “O resultado da CDU não corresponde ao que é preciso para dar resposta aos problemas dos trabalhadores e do povo, nem ao reconhecimento e ao acolhimento demonstrado na campanha. A apreciação tem de ter presente o contexto em que decorreram as eleições, de preconceito, silenciamento, menorização do projeto e de promoção de forças reacionárias. Importa valorizar a campanha realizada, de contacto com milhares de pessoas, que contrasta com a ausência de outros”, defende a Direção Regional de Setúbal do PCP, em declarações ao Semmais.
Os comunistas lamentam o veredito dos eleitores e não poupam críticas aos partidos mais votados e às propostas que estes defendem. “Os resultados, com uma maioria de PSD, CDS, IL e CH, são negativos, desfavoráveis para os trabalhadores e o povo e comporta o risco de aprofundamento da política de direita, de conceções retrogradas e reacionárias, assente na opção e baixos salários e pensões, de ataque aos direitos dos trabalhadores, aos serviços públicos, aos direitos sociais, ao regime democrático e à Constituição da República Portuguesa”, reitera a DORS.
A força política, apesar de ter visto o grupo parlamentar reduzido a três elementos, promete uma forte batalha na Assembleia, que já começou com o secretário geral do PCP a anunciar, depois de reunir com o Comité Central na terça-feira, uma moção de rejeição ao programa do Governo. “Defenderemos o desenvolvimento do distrito de Setúbal, seja pela aposta na produção nacional, no apoio às PME’s, à agricultura familiar e à pequena pesca, seja pela exigência da concretização de investimentos, designadamente a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro em Alcochete, da Terceira Travessia do Tejo, do alargamento da rede do Metro Sul do Tejo, do Hospital no Seixal; na requalificação e construção de escolas e de centros de saúde, de esquadras da PSP e postos da GNR; na criação de uma rede pública de creches e de lares, na conclusão do IP8, no aumento da oferta de transporte público ferroviário, fluvial e rodoviário”, afirmam.






