Entre os vários compromissos assumidos, Maria das Dores Meira garantiu o máximo aproveitamento do Plano de Recuperação e Resiliência e uma forte reivindicação junto do governo central.
Com um discurso forte, com alguns recados pelo meio e um firme elogio à democracia participativa, quatro anos depois, Maria das Dores Meira assume novamente a presidência da câmara de Setúbal. Na cerimónia de tomada de posse, realizada esta quinta-feira no Fórum Luísa Todi, a autarca reiterou o compromisso de alavancar o desenvolvimento económico do concelho, dando continuidade a “obras adiadas”.
“Sou uma mulher feliz, rodeada por um Movimento que ultrapassou todas as dificuldades de uma campanha política, uma campanha com criatividade, boa disposição e entrega à causa maior que é o bem de todos os setubalenses e azeitonenses. Vamos, posso aqui solenemente jurar, trabalhar por mais e melhor Setúbal, no concerto das cidades portuguesas e no investimento de termos uma das mais Belas Baías do Mundo”, sublinhou a agora presidente da câmara de Setúbal.
Entre os compromissos assumidos, Maria das Dores Meira garantiu o máximo aproveitamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e uma forte reivindicação junto do governo central. “Estaremos à porta de todos os ministérios que suscitem esse crescimento e a evolução do nosso concelho. Habitação, saúde, educação, segurança e investimento em tecido produtivo terão neste executivo toda a receptividade – aqui nenhum euro do PRR será perdido por falta de agilidade política”, defendeu.
No decorrer do discurso, a presidente não esqueceu os casos que pautaram a campanha em Setúbal e voltou a defender-se, afirmando que “uma denúncia não significa acusação”. Dores Meira lamentou os “ataques e calúnias”, referindo que se “isto é combate político, que regressem ao circo romano de outras eras, falta-lhes estofo para este tempo político”.
Contra “casos e casinhos”, a edil sadina enalteceu a participação cívica independente do seu movimento e ainda a vontade dos eleitores nesta autárquicas. “Nas eleições de 2021, a abstenção foi 57,86 por cento. Em 2025, foi de 48,23 por cento, ou seja, baixou 9,63 pontos, prova de que o povo saiu de casa e decidiu. Em 2021, a coligação que governou o município até hoje, recebeu 15.316 votos. O nosso Movimento Independente, onde coube independentes e gente de todos os partidos, recebeu do povo deste concelho 16.524 votos, portanto, mais 1.208 votos expressos. É a realidade por oposição ao insulto de alguns. A coligação que agora deixa o governo da nossa câmara municipal, na eleição do dia 12 de outubro, recebeu 6.316 votos, verificando-se uma perda de 9.000 votos. Meus amigos, setubalenses e azeitonenses, o povo é quem mais ordena”, apontou
Destacando “a vida democrática é de todos, e não de um clube restrito” e que “há mais política quando o próprio sistema caduca”, a autarca deixou um agradecimento especial ao PSD e CDS no apoio ao seu movimento. “Estou grata, estamos gratos, a todos os que no passado dia 12 de outubro nos entregaram este mandato de confiança, e de forma muito sentida ao Partido Social Democrata e ao CDS por terem confiado no nosso Movimento Independente”, destacou.
De referir que altas personalidades de ambos os partidos estiveram presentes na posse de Dores Meira, como Miguel Pinto Luz, membro da comissão política nacional do PSD e ministro das Infraestruturas, Paulo Ribeiro, presidente da Comissão Política Distrital do PSD e secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, Teresa Morais, vice presidente da Assembleia da República e Vasco Pinto, presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP.






