Entre as reivindicações está também a reativação da carreira fluvial com ligação direta ao Parque das Nações, em Lisboa. A proposta foi entregue há seis meses no gabinete da tutela, mas continua sem resposta.
Reativar o transporte marítimo de passageiros desde as localidades da Margem Sul até ao Parque das Nações e incrementar a circulação dos navios de passageiros entre as cidades de Almada, Barreiro, Montijo e Seixal é uma das propostas que a Comissão de Utentes de Transportes Públicos apresentou, há seis meses, ao gabinete do secretário de Estado da Mobilidade, tendo em vista a criação de percursos que possam contribuir para melhorar a circulação dos habitantes locais e, em simultâneo, reduzir as emissões poluentes. Até hoje não foi transmitida qualquer indicação sobre o assunto.
“Foi a 10 de maio deste ano que propusemos, no gabinete do secretário de Estado da Mobilidade, a possibilidade de ser reativada a circulação de barcos entre a Margem Sul e o Parque das Nações, em Lisboa. Foi-nos dito que o assunto estava em estudo e apenas isso. Decorrido mais de meio ano continuamos sem qualquer resposta da tutela”, disse ao Semmais a coordenadora da Comissão de Utentes de Transportes Públicos, Aurora Almeida, lembrando que o serviço em causa funcionou quando da Expo98 e, aparentemente, com bons resultados. “Não dispomos dos números e nem tão pouco sabemos se existem estimativas por parte da Transtejo, mas sabemos que havendo a possibilidade de transportar pessoas por via marítima diretamente para aquela zona de Lisboa estaríamos a melhorar a mobilidade, reduzindo os tempos de viagem e as emissões poluentes”, acrescentou.
Facilitar circulação entre os concelhos
Na mesma ocasião, depois de uma série de ações de rua que visaram o reforço e a melhoria da circulação ferroviária nos concelhos da península, os representantes da Comissão sugeriram também que fossem criadas carreiras fluviais que ligassem Almada, Barreiro, Montijo e Seixal. “Seria muito válido para uma larga faixa da população. Não é verdade que todas as pessoas destas cidades trabalhem em Lisboa. Muitas têm de se deslocar diariamente dentro dos concelhos da península, trabalhando nas muitas unidades industriais. Se houvesse a possibilidade de unir estas localidades por via fluvial, estar-se-ia a dar um passo muito importante para cumprir as metas europeias relativas à descarbonização”, acrescentou Aurora Almeida.
“É um facto que a Carris Metropolitana melhorou a circulação nestes concelhos, mas a nível dos transportes públicos ainda há muito a fazer. É necessário melhorar a qualidade das vias e dos transportes, para que seja mais atrativo recorrer aos serviços públicos e deixar o carro em casa. Recentemente a Transtejo colocou, finalmente, em circulação mais navios elétricos, o que permite que em hora de ponta os mesmos circulem a partir de Cacilhas a cada dez minutos. É uma melhoria que se saúda, mas não podemos esquecer que existem muitos cais de embarque sem condições, onde até chove no interior”, disse.






