O Porto de Setúbal registou um aumento de 9,1% no tráfego roll-on roll-off (Ro- Ro) nos primeiros 11 meses de 2025 e de 13,8% nos granéis líquidos, face ao período homólogo de 2024.
Segundo um comunicado da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), a movimentação de 313 mil viaturas de janeiro a novembro de 2025 “reforça o papel do Porto de Setúbal como plataforma logística de referência para a indústria automóvel, ao serviço das exportações nacionais”.
“Também os granéis líquidos registaram uma evolução claramente favorável, com um crescimento de 13,8%, sublinhando a importância estratégica do porto no abastecimento energético e industrial e na resposta às necessidades do tecido económico regional e nacional”, acrescenta o comunicado.
De acordo com a APSS, “o porto de Setúbal movimentou cerca de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias, refletindo uma evolução global marcada por ajustamentos conjunturais, mas também por desempenhos muito positivos em segmentos-chave”.
No comunicado, a APSS adianta que para o período 2026/2028, “as previsões apontam para uma estabilização dos volumes no curto prazo, seguida de uma retoma gradual a partir de 2027, com crescimentos médios anuais próximos dos cinco por cento”, salientando que “esta evolução será suportada pela diversificação dos tráfegos e pelo reforço da capacidade instalada”.
“Os granéis líquidos deverão manter níveis estáveis, assegurando a continuidade do abastecimento energético e industrial, enquanto os granéis sólidos apresentam perspetivas de crescimento sustentado, associadas sobretudo à movimentação de produtos cimenteiros e matérias-primas industriais”, lê-se na nota.
A APSS refere ainda que a “carga geral fracionada deverá registar um aumento progressivo, impulsionado pela dinâmica dos terminais multiúsos e pela atração de nova carga ligada à indústria e à logística de projeto” e que a “carga contentorizada deverá seguir uma trajetória de crescimento consistente, a partir de 2026, com aumentos anuais estimados em cerca de três por cento, refletindo a crescente competitividade do porto e a sua melhor integração nas cadeias logísticas internacionais”.
Quanto ao tráfego Ro-Ro – método de transporte de veículos individuais e outros tipos de carga, que envolve a condução do veículo diretamente para o navio, sem recurso a gruas, por exemplo -, a APSS reconhece que o porto de Setúbal está “próximo dos limites da capacidade instalada”, mas prevê um “crescimento mais expressivo a partir de 2027, na sequência da expansão do terminal, acompanhando a evolução da indústria automóvel e das exportações nacionais”.
“No comércio externo, antecipa-se um crescimento sustentado das exportações, apoiado pelo aumento da carga contentorizada, pela introdução de novos fluxos de carga fracionada e pelo reforço da capacidade logística associada ao Ro-Ro”, acrescenta.
A APSS considera ainda que a cabotagem nacional – navegação entre portos marítimos sem perder a costa de vista – “continuará a desempenhar um papel relevante, em particular no escoamento de cimento produzido na região para outros portos do continente e para as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, contribuindo para a coesão territorial e para a eficiência do sistema portuário nacional”.
“O Porto de Setúbal afirma-se, assim, como uma infraestrutura em plena transformação, preparada para responder aos desafios da transição energética, da digitalização e da reconfiguração das cadeias logísticas globais”, garante a APSS, assegurando que o porto de Setúbal, “mais do que um ponto de passagem de mercadorias, é um polo de desenvolvimento económico, inovação e sustentabilidade, profundamente ligado ao território e às suas comunidades”.






