Paulo Silva anunciou que vai exigir uma nova reunião com administração da concessionária e apelou à aquisição de mais composições.
O presidente da câmara do Seixal, Paulo Silva, classificou de “quase desumanas” as condições de utilização nos comboios da Fertagus, depois de esta manhã ter feito o percurso entre Foros de Amora e Corroios, através daquele meio de transporte.
Um ano depois, o autarca voltou a constatar no terreno o motivo das “muitas queixas” dos utilizadores, nomeadamente relacionadas com a sobrelotação das carruagens, a pouca informação dos serviços e os constantes atrasos.
“Foi uma viagem muito apertadinha. O comboio chegou com 20 minutos de atraso e completamente cheio à estação de Foros de Amora, ficando, inclusivamente, muita gente apeada, porque não conseguiu entrar. Não há quaisquer condições de conforto e é quase desumano ir trabalhar nestas condições”, denunciou o presidente, em conversa com os jornalistas junto à estação de Corroios.
O edil seixalense revelou que no ano passado, “após o protesto dos utilizadores e da autarquia”, verificou-se “um ajuste e uma ligeira melhoria na Fertagus”, mas pouco tempo depois “a situação voltou a piorar”.
Para Paulo Silva, a principal solução para a resolução destes problemas é a “aquisição de mais composições” para os comboios e assim aumentar a oferta da Fertagus. Tal ainda não aconteceu por “falta de vontade política”, considerou.
O autarca anunciou que vai exigir nova reunião com a administração da concessionária e que, na próxima semana, voltará a fazer um trajeto recorrendo aos comboios da Fertagus, desta feita até Lisboa, partindo na linha de Coina.
Aos jornalistas, Paulo Silva voltou a reivindicar ainda a expansão do Metro Sul do Tejo até à Amora, considerado que é uma obra “perfeitamente concretizável”. A “construção de apenas 1,8 quilómetros” da linha de metro faria, segundo o presidente da câmara, “toda a diferença na mobilidade dos munícipes do concelho”.






