O portal reúne acervos de entidades como a Fundação Amélia de Mello, Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, Chapas, Ephemera, Espaço Memória, Museu Industrial do Arco Ribeirinho Sul e Arquivo Sonoro do Barreiro.
Foi lançado esta quinta-feira o novo website “Barreiro, A Cidade dos Arquivos”, um projeto que pretende valorizar e tornar acessível o património documental de diversos arquivos públicos e privados, agregando num único espaço digital conteúdos de diferentes áreas e instituições.
A cerimónia decorreu no Museu Industrial do Arco Ribeirinho Sul, no Barreiro. José Pacheco Pereira, fundador do arquivo Ephemera e um dos membros do projeto, sublinhou a relevância da iniciativa, destacando a “valorização da memória” e a “proteção dos documentos”.
“Estes arquivos têm importância nacional e, em muitos casos, relevância internacional. Um website tem a vantagem de chegar a todo o lado. Devemos olhar para o património da Cidade dos Arquivos como algo fundamental, não apenas para a história do Barreiro, mas também para a história de Portugal”, afirmou o professor, historiador e ex-deputado.
O site já se encontra operacional, embora, segundo Pacheco Pereira, “careça de ser mais alimentado”. A plataforma disponibiliza informação sobre acervos de entidades como a Fundação Amélia de Mello, Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, Chapas, Ephemera, Espaço Memória, Museu Industrial do Arco Ribeirinho Sul e Arquivo Sonoro do Barreiro.
O portal conta ainda com parceiros como a Associação para o Desenvolvimento das Artes e Ofícios, Banda D’Além, Colectivo SPA, Escola Profissional Bento de Jesus Caraça e Escola Profissional de Tecnologia do Barreiro.
Sediado no Parque Empresarial do Barreiro do Arco Ribeirinho Sul, o projeto “Cidade dos Arquivos”, agora reforçado com este website, teve início em 2020 e já promoveu diversas atividades dedicadas à preservação da memória coletiva e ao acesso a fontes documentais.
“Estes arquivos não são armazéns de papel. Graças ao trabalho das equipas, este conjunto de documentos constitui estruturas ativas de conhecimento. Conseguimos, assim, não apenas um instrumento de memória, mas também uma forma de pensar o futuro”, salientou Sara Oliveira Ribeiro, presidente do Conselho de Administração do Arco Ribeirinho Sul.
A responsável defendeu ainda que o lançamento do site consolida a presença do projeto e afirma a sua “dimensão estruturante no território”.






