Associação receia perpetuação de posto provisório da GNR na Moita

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A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) manifestou receio de que o posto provisório da GNR na Moita se perpetue no tempo, mas o presidente da autarquia assegurou que procura assegurar melhores condições até à construção do edifício definitivo.

O Posto Territorial da GNR da Moita, no distrito de Setúbal, funciona desde 06 de agosto em novas instalações provisórias ao abrigo de uma parceria entre o Comando Territorial de Setúbal da Guarda Nacional Republicana e a Câmara Municipal da Moita, estando prevista a construção até 2028 de um novo edifício.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) disse que, apesar de a recente mudança de instalações representar uma melhoria nas condições de trabalho dos profissionais e no atendimento aos cidadãos, ainda estão longe de ser completamente adequadas.

Eládio de Pinho Rodrigues explicou que o que preocupa a APG é que a solução provisória encontrada se arraste por mais anos do que é suposto, lembrando que o concurso para a construção do novo edifício, num contrato de cooperação interadministrativo firmado entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara Municipal da Moita, não teve candidatos.

“Não sendo este um caso único, a morosidade no processo ilustra a pouca importância atribuída às condições de trabalho dos profissionais da GNR, que acabam por prestar serviço durante anos a fio em condições inadequadas e indignas”, refere a APG em comunicado.

Já o presidente da autarquia, Carlos Albino, assegurou em declarações à agência Lusa que o processo está em andamento e que o novo quartel definitivo, orçado em três milhões de euros, deverá estar concluído em 2028.

Após o concurso público ter ficado deserto, explicou, foi feita uma revisão do projeto de forma a refletir os custos reais atuais, tendo o aumento da despesa já sido autorizado pelo MAI.

Carlos Albino adiantou que o processo já foi aprovado pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal, que se encontra atualmente publicado na plataforma de contratação pública e que os próximos passos serão a abertura das propostas a 2 de setembro, seguindo-se a reunião do júri, a adjudicação e por fim a submissão para visto do Tribunal de Contas.

Já no que se refere às atuais instalações provisórias, num edifício cedido pelo município da Moita, o autarca explicou que na cerimónia de inauguração ficou bem claro por todas as entidades, entre as quais o secretário de Estado da Administração Interna, de que seria uma solução de recurso até que fosse construído o novo quartel.