A diferença entre o que Donald Trump diz e a realidade de tornar a América grande é muito acentuada. Aquilo que apresentou ao seu eleitorado como o principal objectivo da sua presidência corre o risco de se tornar o símbolo do seu enorme fracasso.
Infelizmente, o que prometeu ao americano não tem sido sedimentado, pois a realidade da sua presidência deixará o país exausto e a perder parte da sua liderança em relação às restantes maiores potências, nomeadamente à China.
Donald Trump tornará os Estados Unidos da América num país mais enfraquecido e deixará o mundo em muito pior estado.
Senão vejamos: tudo o que desejou ser – um construtor da paz no mundo – cai por terra devido aos conflitos por si criados na guerra da Rússia com a Ucrânia, na Venezuela e no Irão, cujo regime dito “democrático”, que ele pretendia instituir, ceifou a vida de milhares de pessoas.
A sua ambição repressiva sem limites, juntamente com Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu, faz destes políticos o triunvirato exterminador da Humanidade após a Segunda Guerra Mundial.
São amplamente consideradas as suas atitudes ilegais, exercendo tábua rasa sobre a autodeterminação dos povos e o não cumprimento do direito internacional.
O ser humano tem a capacidade de nos surpreender todos os dias: ora porque é capaz de alcançar avanços extraordinários, outrora considerados inimagináveis; ora porque insiste em repetir erros que julgamos ultrapassados.
Digamos que possui a característica de ser tudo e, simultaneamente, o seu contrário.
Sem pretender entrar no uso da inteligência artificial, é bem notório tanto o avanço para o bem da Humanidade como o retrocesso na sua destruição, acabando por matá-la.
E é aqui que, em minha opinião, reside uma das maiores hipocrisias do nosso século.
Que valor atribuem Trump, Putin e Netanyahu à vida humana enquanto ela existe?
Porque o avanço da Humanidade nunca será alcançado enquanto não cessarem as guerras, os ódios e, acima de tudo, enquanto o Homem não se respeitar a si próprio e aos outros, independentemente de crenças, ideologias e religiões.
Artur Vaz – escritor



