O Jardim de Infância na Ramalha, com um investimento de 1,5 milhões, é o próximo projeto a ser implementado. Em marcha está também a requalificação e ampliação do Jardim de Infância Sobreda.
O edifício do futuro Jardim de Infância na Ramalha, cujo concurso público já está aprovado e a ser construído na rua Polónio Febrero Júnior, na Cova da Piedade, surge para “dar resposta às necessidades da rede, garantindo a frequência no pré-escolar o mais cedo possível”, explica ao Semmais a autarquia de Almada.
Com um investimento global na ordem de 1,5 milhões de euros, inteiramente assumidos pelo município, a infraestrutura contemplará quatro salas de atividades, uma sala de atividades de apoio à família, um espaço polivalente, um refeitório, cozinha, gabinetes de trabalho e instalações sanitárias.
Paralelamente, continuam a decorrer, também, as obras de requalificação e ampliação do Jardim de Infância Sobreda, no Alto do Índio. “Esta é uma resposta ao avançado estado de degradação do edifício que não oferecia as condições de segurança necessárias às cerca de sessenta crianças que o frequentam”, afirma a edilidade.
Com conclusão prevista para o próximo ano letivo, o projeto de ampliação vai permitir criar seis salas de aula, aumentando assim para o dobro o número de alunos a frequentar a referida instituição de pré-escolar municipal.
Aposta passa por travar o insucesso e as desigualdades no concelho
Segundo a autarquia, esta aposta do atual executivo na reestruturação da rede pré-escolar prende-se com a insuficiência da oferta ao nível do ensino pré-primário e do 1.º ciclo em algumas freguesias de Almada. “Considerando que a frequência no pré-escolar é determinante para o sucesso educativo das crianças, e sendo que o município pretende travar um duro combate ao insucesso escolar e às desigualdades que daí advêm, a melhoria dos espaços escolares, a construção de novos edifícios e a dotação de equipamentos de qualidade, são a melhor forma de assegurar uma escola pública de qualidade, com todas as condições de promoção do sucesso educativo”, sublinha fonte da câmara municipal.
Também a Escola Primária Maria Rosa Colaço tem sido alvo de requalificações, mas os trabalhos estão suspensos há mais de 18 meses devido ao abandono da obra por parte do empreiteiro. Contudo, de acordo com a edilidade, neste momento, e de forma a dar continuidade ao projeto, “encontra-se em curso o procedimento de adjudicação de revisão e de alteração das peças do projeto”.
Ao Semmais, a mesma fonte diz que as intervenções em causa “não ficaram esquecidas”, e admite que o executivo “tudo tem feito” para dirimir as questões suscitadas, “procurando assegurar o cumprimento do contrato”. Apesar dos esforços, a câmara garante que “não foi possível assegurar a continuidade da empreitada”, o que implicou o lançamento de um novo concurso.






