Contributos e reflexões para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica são partilhadas em Setúbal, a 5 de junho, no Encontro pela Paz que vai contar com debates e um desfile.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação juntamente com um conjunto de doze entidades e organismos, incluindo a Câmara Municipal de Setúbal, foi apresentado na manhã de ontem na Sala de Sessões dos Paços do Concelho.
Para a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, a construção da paz e de uma vivência comum começa na inclusão, constituindo um trabalho contínuo e permanente, como o que é realizado em Setúbal. “A paz constrói-se, primordialmente, antes das guerras, na procura da integração e não na artificial imposição e valorização das diferenças entre homens e mulheres. Constrói-se nas cidades, com a recusa ativa das ideias dos que fazem do medo do outro o principal trunfo político e partidário”, sublinha.
A autarca afirmou que a cidade sadina está fortemente comprometida com a defesa da paz, de que é exemplo a adesão ao Movimento dos Municípios pela Paz, a consequente subscrição dos seus princípios e compromissos pela paz, assim como a realização do Encontro pela Paz 2021. “Fazemo-lo acolhendo da melhor forma todos os que nos procuram, seja porque fogem da pobreza, seja porque é aqui que almejam encontrar melhor vida”, até porque, realçou, “a paz faz-se sem cercas sanitárias só para os outros, apenas porque são diferentes”.
A presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Ilda Figueiredo, anunciou que o Encontro pela Paz vai realizar-se no Fórum Municipal Luísa Todi, tendo como objetivos centrais a promoção da mobilização e intervenção em defesa da paz e pela rejeição do militarismo. “O município de Setúbal é o anfitrião desta importante iniciativa, um espaço de convergência de diferentes visões de verdadeiros interessados na defesa da paz e na caminhada para um país mais justo”, afirma Ilda Figueiredo, para recordar que este encontro, previsto para 2020, foi adiado devido à pandemia.
“Paz e Desarmamento”, “Cultura e Educação para a Paz” e “Solidariedade e Cooperação” são os temas em destaque no encontro, com oradores ainda por anunciar. Na edição deste ano há, porém, uma novidade: um desfile, de forma a tornar a iniciativa mais participada. “Foi a forma que encontrámos de trazer este importante momento de debate e de reflexão à população, em virtude dos atuais constrangimentos sanitários devido à pandemia de Covid-19”, até porque, vincou, “pela paz, todos não somos de mais”.
A vereadora da Cultura, Participação, Habitação, Juventude e Desenvolvimento Social da Câmara Municipal do Seixal, Manuela Calado, em representação do Movimento dos Municípios pela Paz, evidenciou a importância de o encontro para colocar este assunto na ordem do dia. “A permanente procura pela paz não pode ser esquecida e este é o momento oportuno para a reflexão e para o debate”, indicou a representante do Movimento dos Municípios pela Paz, organismo atualmente com 32 elementos e que, indicou, “tem vindo a crescer”.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, os municípios de Setúbal e de Loures, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, a Federação Nacional de Professores, a Juventude Operária Católica, o Movimento Democrático de Mulheres, o Movimento Municípios pela Paz, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, a Obra Católica Portuguesa de Migrações e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses são as entidades que aderiram ao Encontro Pela Paz.






