A pandemia de Covid-19 fez nas últimas 24 horas a primeira vítima mortal no Alentejo, conforme consta do relatório da Direção Geral de Saúde (DGS) que, no entanto, não refere em que distrito ocorreu o falecimento. Sabe-se também que na região há agora 62 casos positivos confirmados, mais três do que na véspera.
Os dados da DGS referem que Évora continua a ser o concelho com mais casos (15) e Reguengos de Monsaraz surge em segundo lugar, com sete testes positivos. Estes números poderão, no entanto, não ser exatos. É que em Grândola, por exemplo, enquanto a DGS afirma existirem apenas três doentes, a câmara municipal garante que já são dez, tendo surgido duas novas ocorrências nas últimas 24 horas.
O relatório de situação diária diz ainda que há três casos confirmados em Beja, três outros em Serpa, três em Sines (os serviços municipais dizem, contudo, que só já lá existem duas pessoas infetadas) e seis em Santiago do Cacém. Refira-se que os concelhos de Grândola, Sines e Santiago do Cacém, apesar de localizados na região Alentejo, pertencem, administrativamente, ao distrito de Setúbal.
É ainda de referir que os testes de despistagem ao Covid-19 efetuados aos 35 utentes de um lar de terceira idade em Vila Verde de Ficalho, Beja, acabaram por dar resultado negativo. A DGS informou, na quinta-feira, que o rastreio será obrigatório e prioritário em todo o país. Irão incluir não só os utentes, mas todos os funcionários.
A nível nacional também não se vislumbra o fim da pandemia. O último relatório de situação refere que o número de mortes cresceu para 246 (mais 37 que na véspera). Existem agora 9886 pessoas infetadas, mais 852 do que no dia anterior, o que equivale a um acréscimo de 9, por cento.
Por regiões, continua a ser o Norte aquela onde o cenário é pior. Ali se contabilizaram nas últimas horas 5899 doentes e 130 mortos. No Centro são referidas 1286 pessoas infetadas e 61 vítimas mortais. Em Lisboa e Vale do Tejo contam-se 2347 portadores do vírus e 51 falecimentos. Já no Algarve há 179 casos positivos e 3 óbitos. Nos Açores e na Madeira, únicas regiões onde agora não existem vítimas a lamentar, há a confirmação, respetivamente, de 63 e 50 pessoas doentes.




