Das 903 mortes já contabilizadas no país, 791 são de pessoas com 70 ou mais anos de idade. Ministério da saúde diz que se atingiu o pico mas ainda não está controlada.
Nove semanas depois de ter sido detetado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal, a doença está ainda longe de estar ultrapassada. A constatação é do Ministério da Saúde que hoje, ao revelar os dados estatísticos, deu conta da existência de um total de 187 casos no Alentejo.
Os números apresentados pela Direção Geral de Saúde (DGS) fazem referência a um total de 16 concelhos (incluindo os que pertencem ao distrito de Setúbal) com três ou mais casos positivos. A situação de maior gravidade, tal como já vem ocorrendo há, pelo menos, duas semanas, verifica-se em Moura, onde o número de doentes confirmados é de 34, segundo a DGS pois a autarquia refere 40. Este valor é consequência dos surtos detetados em duas comunidades ciganas.
Em Évora estão confirmados 19 doentes e em Serpa 18. Todos os restantes concelhos (dos distritos de Portalegre, Évora e Beja) têm menos de uma dezena de casos confirmados. Assim, de acordo com a DGS, há nove infetados em Beja, sete em Elvas, sete em Vendas Novas, seis em Portalegre, cinco em Montemor-o-Novo, cinco em Reguengos de Monsaraz (a autarquia reconhece apenas um e sete recuperados) três em Almodôvar, três em Cuba, três em Portel e outros tantos em Odemira (a câmara municipal desta localidade refere apenas um).
Nos concelhos do Litoral Alentejeno integrados no distrito de Setúbal, a DGS diz que há quatro casos em Alcácer do Sal, sete em Grândola e 14 em Santiago do Cacém. Estes valores nem sempre são coincidentes com os dados das respetivas autarquias. Grândola diz ter sete doentes, Santiago do Cacém reporta oito e Alcácer do Sal dois. Também a câmara de Sines diz ter um infetado.
Ao início do dia de hoje já haviam sido contabilizados em todo o país 903 mortos (mais 23 do que na véspera). O número total de pessoas infetadas aumentou mais dois por cento, sendo agora de 23.864. A DGS diz também que há 1005 internados, dos quais 185 em unidades de cuidados intensivos.
Dos 903 mortos já contabilizados, 791 pertencem aos grupos etários que vão dos 70 aos 79 anos (182) e os restantes tinham 80 ou mais anos. Nestes dois grupos etários verificaram-se 418 mortes entre as mulheres e 373 entre os homens.
Por regiões é o Norte, tal como desde o início da pandemia, que maiores valores apresenta, com 14.386 infetados e 519 falecimentos. No Centro há 3232 doentes e 188 mortos. Já em Lisboa e Vale do Tejo os pacientes são 5531 e os óbitos 175. No Algarve os números revelam hoje a existência de 322 doentes e oito falecidos. Nos Açores contam-se 120 doentes e oito mortes. Na Madeira, por fim, há 86 casos positivos e nenhuma morte a assinalar.




